O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 02/10/2019
Na obra filosófica “O Banquete”, de Platão, há um diálogo sobre o amor e seus efeitos. Não obstante, o diálogo do intelectual Fedro defende que o amor desperta o que há de melhor no ser humano: as virtudes. Contudo, o abuso de álcool rompe o amor entre a sociedade, consumidora, com a vida em consequência de uma dependência química precoce e pela falta de assistência governamental.
Primeiramente, é indubitável que o consumo precoce de bebidas alcoólicas traz uma grande dependência fisiológica bem como depressão, agressividade e problemas sociais. Aliado a isso, a série, norte-americana, “Como defender um assassino” evidencia a triste história da personagem Annalise que sofreu problemas psicológicos relacionados a dependência do álcool na adolescência. Dessa forma, o diálogo supracitado por Fedro é unilateral quando se trata do cuidado preventivo dos jovens, quanto mais o governo colaborar, menos dependentes de álcool o Brasil terá.
Nesse contexto, o Poder Público segue inerte com a problemática quando negligencia os dados de consumo de bebidas. Atrelado a isso, a Organização Mundial da Saúde apontou, em 2016, que os brasileiros ultrapassaram a média internacional, de 6,4 litros por pessoa, de consumo de álcool com a média de 8,9 litros. É tácito que a negligência governamental segue em aceleração constante, visto que medidas preventivas deveriam auxiliar, de início, os jovens para não dar prosseguimento a linha contínua de descaso e de alcoólatras.
Portanto, medidas governamentais devem ser efetivadas. A campanha “Abuso de álcool não!” deveria funcionar de modo informativo, em que o Poder Público juntamente com o Ministério da Comunicação poderiam fazer pequenos comerciais midiáticos nas plataformas digitais, como o YouTube, com os dados de risco para dependência do álcool e suas implicações. Dessa maneira, o programa deverá ter auxílio de uma psicóloga que terá função de explicar, nos vídeos, como o álcool interfere nas relações sociais e altera as funções neurológicas.