O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 09/10/2019

Consoante o filósofo Confúcio, “não corrigir as nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Posto isso, analisando essa ideia e encaixando-o à realidade brasileira, nota-se que o uso abusivo do álcool leva à dependência e que se as falhas não forem corrigidas, a juventude terá embasamento para errar novamente.

Em primeiro lugar, a cultura do Funk influencia os indivíduos a consumirem álcool cada vez mais cedo. Na série “Sintonia”, são retratado três jovens, moradores de periferia, que são fortemente persuadidos pelas letras e videoclipes dessa modalidade musical a abusarem do consumo de bebidas etílicas. Senso assim, essa prática que sugere normalidade entre os jovens torna-se uma porta de entrada para o consequente vício. Logo, é notório o efeito nocivo dessas músicas ao público jovem que não possuem discernimento.

Em segundo lugar, a família incentiva direta e indiretamente a ingestão dos etílicos. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, hodiernamente, a sociedade vivencia um processo de liquidez nas relações, no qual o afeto tornou-se escasso nos relacionamentos dando margem às futilidades. Dessa forma, ao ausentar-se o diálogo nas famílias e facilitar-se o acesso às bebidas alcoólicas, os parentes acabam estimulando o uso do álcool. Portanto, é perceptível que essa nova configuração nas relações gera consequências negativas.

Dado o exposto, para que não se cometa novos erros é necessário que as falhas sejam corrigidas. Nessa perspectiva, o MEC, concomitantemente à Mídia, deve trabalhar medidas socioeducativas em prevenção. Essas ações devem ser mediante a introdução de palestras e debates nas escolas acerca dos efeitos negativos do consumo do álcool; e a disponibilização de propagandas elucidativas na Mídia que busquem incentivar o diálogo familiar sobre as consequências do uso e abuso desse produto na juventude, bem como estimular o vínculo nos lares. Assim, a sociedade terá embasamento para transforma-se.