O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 22/10/2019
O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de saírem de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática, no que diz respeito ao abuso de álcool na sociedade brasileira. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave conflito de contornos específicos, devido à busca por prazeres instantâneos e a base educacional lacunar.
Convém ressaltar, a princípio, que a busca por prazeres instantâneos é um fator determinante para a persistência do problema. De acordo com o Hedonismo, filosofia grega, o prazer é o bem supremo da vida humana. Nessa perspectiva, a procura por esse tipo de satisfação é justificado como o sentido da vida moral. No entanto, essa procura caracteriza-se como um agravador na questão do abuso de álcool na sociedade brasileira, atuando fortemente em sua base. Assim, a falta de um planejamento racional e menos imediato impede que essa complicação seja resolvida, podendo, inclusive, trazer consequências que agravam a situação.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a base educacional lacunar. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa visão, se há um entrave social, há como base uma lacuna educativa. No que tange ao abuso do álcool dos brasileiros, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula, conteúdos que ajam sobre a resolução do mesmo.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Torna-se imperativo, então, que o MEC em parceria com as escolas, incentive projetos que desenvolvam o pensamento racional e planejador dos alunos. Para isso, devem promover oficinas com psicólogos e especialistas no assunto, tratando da melhoria de qualidade de vida dos indivíduos e na resolução do problema como o abuso de álcool. Tais eventos podem ser abertos à comunidade, a fim de que um maior número de pessoas possa ser impactado. Em suma, é necessário que se aja sobre o impecilho, pois, como defendeu Simone de Bevouir: “Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos”.