O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 14/10/2019
O filósofo grego Aristóteles argumenta que o conceito de felicidade, a eudaimonia, é alcançada pela união eqilibrada da razão e da satisfação de prazeres. No entanto, ao analisar os dado da Organização Mundial da Saúde, em que mais de três milhões de pessoas morrem anualmente como resultado do uso abusivo do álcool, nota-se, dessa forma, uma sociedade que vai de encontro a esse pensamento. Assim, gera inúmeros malefícios sociais, no qual, no Brasil, esse comportamento é fruto de uma publicidade que estimula essa ação, mas também reflete falhas da instituição escolar.
Em primeiro lugar, conforme o filósofo Arthur Schopenhauer, a vontade é a essência de todas as coisas. Consoante a isso, ao analisar o comportamento da sociedade hodierna em relação ao consumo de bebidas alcoólicas, percebe-se que essa vontade é influenciada, principalmente, pelos meios de comunicação. Dado que, esse meios induzem o indivíduo ingerir esse tipo de bebida, mediante às propagandas que ilustram que o seu consumo produz, por exemplo, a sociabilidade e a felicidade. Entretanto, esse contexto reverbera o pensamento da escola de Frankfurt sobre como os meios de comunicação são ferramentas de alienação social, posto que, a sociedade se torna passiva ao que é exposto pelas publicidades. Á vista disso, esse comportamento da sociedade permite que os danos promovidos pelo uso abusivo do álcool se perpetuem.
Contudo, essa ação social também revela as falhas das instituições de ensino do país. Haja vista que, conforme o educador Paulo Freire, a educação proporciona meios para mudar o indivíduo e esse, assim, torna-se apto para transformar a sociedade. Consequentemente, ao observar os elevados índi-ces de consumo do álcool, nota-se, dessa forma, escolas que não exercem a sua função de fomentar cidadãos com análise crítica de suas atitudes. Isso é reflexo de um ensino tecnicista que preconiza a formação de estudantes competentes para o mercado de trabalho, mas ausentes de valores que promovem a conscientização. Dessarte, há necessidade de uma nova postura dos meios de ensino.
Portanto, para mudar esse quadro é imprescindível que o Ministério da Educação desenvolva projetos que serão implantados nas escolas, com objetivo de desenvolver o consumo responsável do álcool. Para tanto, esses programas se estruturarão em aulas interdisciplinares de história e sociologia que demonstrarão os mecanismos que as propagandas utilizam para alienar a sociedade e, desse jeito, fomente uma análise crítica dos alunos para que esses não sejam passivos ao que é exposto nas publicidades. Ademais, também haverá palestras com profissionais da área da saúde, os quais alertarão os prejuízos que o abuso das bebidas alcoólicas produzem no tecido social. Diante disso, garantir-se-á ao homem a felicidade apresentada pelo filósofo Aristóteles.