O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 28/10/2019
O grande filósofo alemão Nietzsche criou a teoria do super homem que diz que o indivíduo capaz de se livrar de suas amarras sociais exercendo de forma plena o seu livre arbitro seria diferenciado. Ao que tudo indica, poucos parecem entender essa lição quando se refere a ingestão do álcool. O que se percebe, no Brasil, é um total descontrole do consumo tem que raízes histórico-culturais e que gera graves consequências a população.
A princípio, cabe ressaltar que o álcool e seus abusos tornavam-se naturalizados na sociedade. Presente desde as comunidades nativas pré-coloniais, o álcool está ligado ao relaxamento e a comemoração. Na atualidade, esse pensamento é reforçado pela sua glamourização e pelo vasto número de campanhas publicitárias que colaboram para a visão positiva dessa droga licita. Assim, segundo a Organização Mundial da Saúde, o brasileiro supera a média internacional de consumo de bebida, evidenciando o consumo exacerbado dos usuários.
Em segundo lugar, o abuso do álcool acarreta problemas individuais e coletivos. Nesse sentido, a ingestão sem controle pode trazer diversas alterações no corpo, incluindo comportamental e doenças físicas como agressividade, perda de memória, envelhecimento precoce e até câncer. Além disso, muitas pessoas cometem a imprudência de dirigir embriagado, mesmo com as severas punições da Lei Seca, colocando em risco a sua vida e a de outros indivíduos, que são totalmente inocentes.
Fica claro, portanto, que a questão da dependência alcoólica deve ser melhor tratada no Brasil. É necessário que as agências reguladoras de publicidades, em curto prazo, proibiam comerciais em televisão aberta que influencie o consumo de álcool, assim como foi feito com as publicidades de cigarro. Cabe a escola promover palestras aos alunos e pais com profissionais da saúde que apresentem os riscos do consumo de álcool sem prudência para quebrar o ciclo vicioso no povo brasileiro. Quem sabe, assim, a teoria do super homem torne-se mais presente nos indivíduos com relação aos abusos alcoólicos.