O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 30/10/2019

Aristóteles afirmava que o fim último do homem era alcançar a felicidade. Nos dias de hoje, pode-se perceber que cada vez mais as pessoas estão dispostas a ultrapassar qualquer barreira em busca dela. Com isso, dentre as alternativas encontradas pela sociedade brasileira na busca pelo prazer ocorre a utilização de substâncias, a exemplo do álcool. Apesar de o consumo de bebidas alcoólicas ser legalizado no país para maiores de dezoito anos, as pessoas desconsideram que o produto também é uma droga, capaz de trazer malefícios à saúde. Dessa forma, é necessário haver um controle social a fim de evitar o abuso do álcool.

Primeiramente, é possível verificar que o consumo desse elemento é uma forma de garantir a “fuga da realidade”. Com isso, pode-se perceber que os valores da segunda fase do Romantismo são retomados, principalmente por jovens adultos, que encontram no álcool uma forma de conforto. Isso se deve pela excessiva cobrança e a intensa velocidade que a vida cotidiana exige desse grupo populacional, uma vez que desde muito novos já começam a ser pressionados pela escolha da carreira, finalização de graduação e obtenção de um emprego. Visto que o álcool é capaz de ativar sinapses do sistema nervoso, hormônios, como endorfina e dopamina, são liberados, gerando a sensação de satisfação, o que faz com que essas substâncias sejam utilizadas de forma abusiva.

Ademais, há uma crescente onda de utilização dessa droga por adolescentes. Isso acontece porque, na adolescência, existe uma sensação de necessidade de afirmação perante ao grupo social que é frequentado por esses indivíduos. Uma vez que a noção de empoderamento é garantida, o uso torna-se frequente. Além do risco de desenvolver o alcoolismo, o álcool possui substâncias que são capazes de sobrecarregar o fígado e o seu uso contínuo pode acarretar em lesões nesse órgão. Esses danos podem, por fim, ter como consequência uma doença conhecida por “Cirrose”, que em certos casos necessita de transplante.

Logo, não há como negar que o abuso do álcool pode gerar situações nocivas ao organismo. Então, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, a realização de campanhas em escolas e universidades, através de palestras e dinâmicas extracurriculares com médicos e profissionais da saúde, que possam ser capazes de apresentar situações reais sobre as consequências do abuso do álcool para o organismo. Além disso, é fundamental que as instituições de ensino possuam psicólogos para acompanhar o desenvolvimento dos alunos. Com isso, por meio da apresentação de casos reais, junto do acompanhamento terapêutico dos jovens, será possível que, de fato, todos alcancem a felicidade pregada por Aristóteles, sem colocar sua saúde em risco.