O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 11/11/2019
De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), todos os anos cerca de 3,3 milhões de mortes estão relacionadas com o álcool. Apesar de que a bebida não apresente grandes riscos quando consumida em pequenas porções e com responsabilidade, esta é, saber que depois de beber não se pode dirigir, não apresenta grandes riscos a sociedade ou ao consumidor. No entanto, certos vícios adquiridos pelos consumidores como, beber para esquecer as frustrações ou beber exageradamente em comemorações vem a acarretar confusões e acidentes.
O consumo de bebidas alcoólicas é um problema de saúde pública cada vez mais agravante, particularmente no que se refere aos adolescentes, estes estão passando por uma fase marcada por inúmeras mudanças, questionamentos, alterações hormonais e inquietações emocionais, neste período a personalidade do indivíduo está sendo definida. Ou seja, o abuso de álcool nesta etapa da vida pode vir a acarretar graves problemas a saúde e a estabilidade emocional do adolescente. Isso se agrava mais ainda quando associado com uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que revela que pelo menos 55% dos adolescentes brasileiros já provou alguma bebida alcoólica.
Ademais, o uso de álcool na gravidez pode causar doenças no recém-nascido (RN) e na criança. A síndrome fetal alcoólica (SFA) é a mais grave delas, acarretando déficit intelectual, problemas de aprendizado e transtornos de comportamento nas crianças pelo resto da vida(40). Os RNs com SFA apresentam ainda sinais de irritação, mamam e dormem pouco, têm tremores (sintomas que lembram a síndrome de abstinência), assim como podem apresentar anormalidades físicas (malformações congênitas), retardo mental, problemas de comportamento e desordens neurológicas e psicomotoras.
Portanto, é necessário que o governo, através da mídia, invista em mais campanhas contra o uso indevido e irresponsável do álcool e que o SUS (Sistema Único de Saúde), disponibilize psicólogos, por meio de programas que atendam pessoas suscetíveis ao alcoolismo, como as que tenham passado por experimentações negativas, para que diminua o número de pessoas que recorram a bebida como forma de tratamento, reduzindo assim a quantidade de pessoas com problemas relacionados ao álcool.