O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 11/11/2019

O abuso e a dependência de álcool, além de serem uma das principais causas de doenças evitáveis, trazem muitos problemas sociais, além de gastos com emergências clínicas e psiquiátricas decorrentes do seu uso. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 47 milhões de anos de vida são perdidos por incapacitação atribuídos ao seu consumo.

O número anual de mortes diretamente relacionadas à substância, em todo o mundo, é de 774 mil pessoas, além de sua associação com acidentes automobilísticos, episódios de violência e agressão, atividade sexual não planejada e conflitos com a lei. Por esses tantos problemas, a tolerância da Lei Seca, hoje em dia, é quase zero, então qualquer ingestão é considerada infração.

O uso do álcool está presente na nossa estrutura social, estando relacionado a momentos festivos e religiosos e, nos tempos atuais, estimulado por interesses econômicos. É a substância psicoativa lícita mais consumida no mundo e também uma das mais prejudicais à saúde pública, tanto em termos de morbidade como mortalidade.

Segundo estimativas, pessoas com 15 anos ou mais consumiram em torno de 6,2 litros de álcool puro em 2010 (equivalente a cerca de 13,5g por dia). No Brasil, estimava-se, na época, um consumo total de 8,7L por pessoa. Homens consumiam 13,6L por ano e mulheres 4,2L. Eliminados os abstêmios, a média sobe para 15,1L de álcool puro.

Portanto, diante dos riscos que o abuso de drogas acarreta socialmente, é imprescindível a atuação do estado em reforçar os meios legais e regulamentadores como a maior taxação de etílicos e a fiscalização constante em comércios a fim de evitar a venda para menores de 18 anos; como também, a vedação de propagandas de bebidas alcoólicas e a aplicação de campanhas condenatórias no âmbito audiovisual. Além disso, escolas e famílias devem operar em conjunto fomentando a discussão dos riscos e exemplificando o que o uso inconsciente promove em curto e longo prazo, desse modo, advertindo e orientando os adolescentes.