O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 02/02/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o abuso de álcool na sociedade brasileira apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto de campanhas publicitárias, quanto da política deficiente brasileira. Precipuamente, é imperativo ressaltar as campanhas publicitárias como promotor do problema. De acordo com o Conar, as empresas de bebidas alcóolicas representam 70% dos patrocinadores de eventos culturais e esportivos, com o intuito de alcançar o maior número de jovens possíveis. De modo que os jovens são os que mais morrem em acidentes de trânsito, além disso, as campanhas publicitarias deixam explicito que para fazer parte do corpo social, os jovens devem abrir mão da sua sobriedade. Evidentemente, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério. Similarmente, é fulcral pontuar que o abuso de álcool, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Embora a ‘Lei Seca’, tenha diminuído as mortes nas grandes capitais, as cidades interioranas padecem com a falta de fiscalização. Segundo dados levantados pelo Detran, 25% dos motoristas abordados fazem uso de bebidas, naturalmente as consequências serão desastrosas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Logo, com o intuito de mitigar o abuso de álcool, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Infraestrutura, será revertido em programas de educação, proteção e fiscalização, através de implantação de unidades móveis de agentes de trânsito. Além disso, é necessário vedar o uso da graduação alcoólica elevada como um atrativo; e a sugestão de que a bebida é sinônimo de liberdade e maturidade. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da embriaguez, e a coletividade alcançará a Utopia de More.