O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 02/02/2020
Em ¨O Auto da Barca do Inferno¨, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da narrativa imaginária, o Brasil hodierno demonstra as mesmas conotações no que se refere ao abuso de álcool na sociedade. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da inércia estatal e a insuficiência de leis no mercado de bebida alcoólica.
Deve-se pontuar, de início , que o exagero no consumo de álcool é questão de saúde pública. Conforme filósofo Thomas Hoobes o Estado tem o dever de regular as relações humanas. Contrariamente, no Brasil, o Governo é inativo em relação as políticas públicas para controlar o uso de bebidas alcoólicas. Isso é verificado quando o Ministério da Saúde não expõem campanhas massivas nas mídias e redes sociais sobre os malefícios dessas imoderações para saúde. Logo, a sociedade não encontra respaldo estatal necessário para resolução dessa problemática.
Outrossim, a insuficiência de leis caracteriza-se como um complexo dificultador na resolução desse embate. Segundo o filósofo John Locke defende que ¨ As leis fizeram-se para os homens e não para as leis¨. Ou seja, ao ser criado uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto na questão do abuso de álcool, não há legislações suficientes e eficazes. Exemplo disso é a não regulação nos pontos de vendas, sendo esse comércio, muitas vezes livre, intensificando o abuso de adultos e até menores de idade ao consumo. Sendo assim, tornando-se essa solução mais difícil de ser alcançada.
Diante do exposto para atenuar adversidade em questão é necessário que o Ministério da Saúde lancem campanhas nas mídias e redes sociais sobre as consequências maléficas do consumo de álcool, como doenças severas e problemas que podem causas nos lares familiares, como brigas e desavenças. Além disso, o Congresso deve elaborar leis que limitem e fiscalizem o mercado dessas bebidas, com objetivo de controle ao consumo, assim esses vícios ficariam apenas em obras ficcionais.