O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 08/02/2020

Segundo Stuart Mill, sobre seu corpo e mente, o indivíduo é soberano. No entanto, diante do que enfrentamos atualmente devido ao grande consumo de bebidas alcoólicas na sociedade brasileira, tal afirmativa se torna contestável. Pois, dentre o crescente número de pessoas que ingerem líquidos que tem etanol, há muitos que em determinado momento se veem incapazes de tomar decisões de maneira coerente e responsável, podendo colocar em perigo a si mesmo e aos que estão a sua volta, tanto de forma imediata, quanto em longo prazo.

Em uma primeira análise, a Organização Mundial de Saúde afirma que 3,3 milhões de seres humanos morrem por ano, pelas consequências do álcool, sendo cerca de 28% causadas por lesões, entre elas inclui-se os acidentes de trânsito. É um número muito elevado e que gera preocupação. Ao alcoolizar-se e decidir conduzir algum veículo, o indivíduo está exposto a grande chance de causar circunstâncias imprudentes, podendo afetar não apenas a si próprio.

Em uma segunda análise, tem-se conhecimento que o álcool está associado a diversos efeitos negativos na saúde, como doença no fígado, câncer de boca e garganta ou até mesmo resfriados e pneumonias. Não há dúvidas que tomar bebidas alcoólicas vão contra a afirmação de Platão, onde se diz que ‘‘o importante não é viver, mas viver bem’’, vendo que são mais malefícios possíveis que benefícios.

Diante do exposto, para combater o abuso de álcool na sociedade, é necessário que o governo invista em maior fiscalização no trânsito, através de blitz e bafômetros, já que só a existência da conhecida como Lei Seca, por reduzir a tolerância no nível de etanol no sangue de quem dirige, não resolve o problema, vendo que muitos continuam a beber enquanto dirigem. Como também é importante que o Ministério da Saúde efetue campanhas, divulgando informações nas mídias sociais sobre os danos que o consumo não moderado pode causar, para que as pessoas possam se conscientizar e passar o conteúdo adiante.