O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 30/03/2020
O período colonial foi marcado pelo o consumo de álcool entre os brasileiros, que usavam das suas especiarias para a fabricação da cerveja. Desde então o Brasil vem em uma crescente do consumo excessivo de álcool, que podem resultar em doenças físicas e mentais. As propagandas expostas nas emissoras de televisão e outros meios de comunicação também são uma forma de aumentar essa ingestão principalmente entre as crianças e jovens.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe volume seguro de álcool a ser consumido, porque ele é tóxico para o organismo humano e pode provocar doenças mentais, diversos cânceres, problemas hepáticos, como a cirrose, alterações cardiovasculares, com risco de infarto, acidente vascular cerebral e a diminuição de imunidade. Além dos problemas físicos, o álcool afeta o sistema nervoso central e tem efeito depressor no indivíduo “Em pequenas quantidades, deixa a pessoa mais desinibida e relaxada e conforme o número de doses ingeridas aumenta, a pessoa passa a apresentar diminuição de reflexos, dificuldade de coordenação e alteração de funções visuais”, explica coordenador do núcleo de álcool e drogas do hospital Sírio-Libanês.
Ademais a produção industrial levou a democratização das bebidas associado com o incentivo da mídia e das propagandas o aumento desse consumo. A publicidade pode influenciar não só a marca que os jovens devem comprar como também a quantidade que devem beber. De acordo com um estudo publicado no periódico científico Journal of Studies on Alcohol and Drugs, os menores de idade expostos a uma grande quantidade de anúncios de bebidas alcoólicas consumiam, por mês, mais de 200 doses de bebida, em comparação com apenas 14 doses naqueles que não assistiam nenhum comercial de bebida alcoólica.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para o combate do uso excessivo de bebidas alcoólicas. É fundamental que o Ministério da Saúde em parceria com profissionais da área apresentem os riscos que o consumo dessas bebidas trazem, através de alertas nas plataformas digitais e palestras para que influenciem as pessoas a manterem um estilo de vida mais saudável. Cabe também ao CONAR (conselho nacional de autorregulamentação publicitária) a fiscalização de propagandas para que estas demonstrem os danos caudados pelo uso excessivo do álcool, os horários e a forma de como devem ser apresentadas para que não de influenciem os jovens e crianças a essa prática.