O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 30/03/2020
“O uísque é o melhor amigo do homem. É um cachorro engarrafado.”. Essa frase foi escrita por Vinicius de Moraes, poeta e compositor brasileiro que, ao dizer isso, reflete uma possível companhia que as bebidas alcoólicas podem representar na vida de um homem. Porém o seu uso em excesso leva ao homem demasiados problemas, sejam eles de curto ou longo prazo, e a sociedade, como os acidentes de trânsito resultantes da embriaguez.
O álcool age de forma rápida e dentro de vinte a trinta minutos de ingestão contínua, viajou pela corrente sanguínea e por grande parte dos órgãos, até o cérebro, resultando na perda do senso crítico e fácil sensibilidade ao ambiente. Isso acontece pois o álcool afeta diretamente o Sistema Nervoso Central, e segundo o psiquiatra Cláudio Jerônimo da Silva, funciona como um depressor nas funções cerebrais, deixando-as mais expansiva. A ansiedade, a variação de humor e a depressão são consequências do consumo alcoólico. Já os danos a longo prazo são extremamente perigosos, pois os órgãos vitais são muito danificados pela ingestão de álcool. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), o abuso de álcool está atribuído a 5% da carga mundial de doenças, como a hipertensão, arritmia e a cardiomiopatia, atingindo também o fígado (cirrose e hepatite), cérebro (distúrbios mentais e comportamentais) e o pâncreas (pancreatite crônica).
Ao examinar o âmbito social, verifica-se que alcoólatra pode tomar atitudes não convencionais na sociedade, resultando em acidentes de trânsitos, brigas, discussões, entre outras ações prejudiciais. Portanto, o efeito do álcool pode originalizar a morte de segundos e terceiros, já que uma das implicações do consumo de bebidas alcoólicas é a perda de reflexos e baixa resposta aos movimentos. Em 2014, segundo o Relatório Global sobre Álcool e Saúde da OMS, 23,2% das mortes no trânsito brasileiro foram decorrentes do abuso do uso de álcool no Brasil.
Tendo em vista os aspectos pessoais e sociais apresentados, o Ministério da Saúde juntamente com os governos estaduais devem elaborar programas de autoajuda, intervenções breves e diretas, com intuito de prevenir e diminuir o uso excessivo de álcool no Brasil. No trânsito, o DENATRAN em aliança com o CONTRAN têm de executar com mais precisão as regras já impostas, além da criação de novas leis mais rigorosas no caso de embriaguez no volante.