O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 04/04/2020
De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no ano de 2018, o Brasil registrou cerca de 3 milhões de mortes em decorrência do uso abusivo do álcool. Analisando esse caso atrelado à conjuntura atual, nota-se que o consumo desregulado de bebidas alcóolicas pela população brasileira é recorrente e desencadeia diversas problemáticas, como o uso precoce de produtos etílicos e o desenvolvimento de doenças mentais, como dependência química. Devido a isso, faz-se necessário a elaboração de medidas de cunho governamental para se mitigar esse impasse.
Conforme resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), em média, a primeira experiência dos menores de idade com o álcool acontece por volta dos 12 anos de idade. Ao observar-se esse evento de acordo com a óptica da psicologia social, esse tipo comportamental caracteriza-se pelo ´´Viés de Grupo``, comportamento o qual instiga os jovens a, como exemplo, fazerem uso do álcool precocemente, mesmo que contra sua vontade, para que possam ser socialmente aceitos por determinado grupo. Consequentemente, esses indivíduos passam a ser passíveis a desenvolver tipos de conduta agressivos, que provavelmente, irão se manifestar ao decorrer da sua vida.
Ademais, nota-se as incidências cada vez mais frequentes de transtornos mentais, como ansiedade e depressão, em razão da atual conjuntura mundial baseada numa rotina incessante de superprodução e superdesempenho, caracterizada pelo filósofo Byung Chul Han como ´´Sociedade do Cansaço``. Nesse contexto, é perceptível que devido a alta cobrança imposta sobre os indivíduos, estes encontram formas de conseguir tornar o sofrimento mais suportável, através da embriaguez. Como resultado, acabam por desenvolver certas psicoses, como ora já citadas, além de propiciar casos até como de suicídio.
Objetivando a redução do abuso de álcool pela população brasileira, o Ministério da Saúde, conjuntamente a importantes transmissoras de notícia - como a Globo e a Record- deve elaborar espécies de marketing social, por meio de propagandas televisivas, de modo que estas devem ser transmitidas durante os intervalos de programas do horário nobre, visando a redução do consumo dessas subtâncias, principalmente, pela faixa etária jovem da sociedade. Além disso, o mesmo agente deve, com auxílio do Ministério da Economia e do poder Legislativo, sobretaxar a venda do álcool, seguindo o exemplo das políticas antitabagistas implantadas no Brasil durante as décadas de 1990 e 2000, por meio de alterações legislativas quanto a venda e a produção desses compostos etílicos, com vistas a se reduzir o crescimento de disfunções mentais induzidas pelo uso indiscriminado dessas subtâncias.