O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 08/05/2020

Segundo o sociólogo alemão Dahrendorf no livro “A Lei e a Ordem”, a anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade. Similarmente, o abuso de álcool no Brasil apresenta-se como um grande empecilho para a população, visto que, os indivíduos afetados não só tornam-se vetores na disseminação da violência social, mas também adquirem doenças decorrentes do vício.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a violência gerada pelos alcoólatras, origina-se nos transtornos psicológicos decorrentes do excesso da bebida, a qual na maioria dos casos é consumida para fugir da dura realidade que esses sujeitos estão submetidos, desde problemas familiares à frustrações no trabalho, por conseguinte agridem impulsivamente pessoas de convívio próximo. Paralelamente, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 60% dos casos de violência doméstica têm alguma relação com o alcoolismo, os quais expressam a gravidade da situação.

Além disso, é imperativo salientar que o abuso do álcool debilita consideravelmente a homeostase do organismo, uma vez que a substância é tóxica ao corpo e o mesmo esforça-se para elimina-la, prejudicando assim órgãos vitais como o fígado e os rins. Consequentemente, propicia-se o surgimento de doenças crônicas, entre elas: hipertensão, diabetes e problemas hepáticos. Analogamente, segundo o médico Drauzio Varella, a “onda” da bebedeira mata tanto o viciado quanto a sociedade que o abriga.

Portanto, tendo em vista os aspectos observados, é necessário que o Ministério da Economia (ME) juntamente com o apoio da sociedade civil, crie um projeto de lei que aumente o valor das bebidas alcoólicas em supermercados, restaurantes, bares e distribuidoras, por meio de uma plebiscito online feito democraticamente para a população, o qual posteriormente será avaliado e aprovado pelo senado, visando desestimular o consumo de álcool, reduzindo assim o número de mortes por violência e enfermidades.