O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 21/04/2020

Do Romantismo nacionalista de José de Alencar ao Modernismo explícito de Jorge Amado, vê-se a literatura a serviço das causas sociais. Realmente, escritores como esses retrataram como a sociedade pode ser uma barra de ferro que aprisiona o indivíduo. Nesse contexto, percebe-se, atualmente, um aprisionamento social relacionado ao abuso do álcool na sociedade brasileira. Assim, é importante retratar uma educação no país que associa o álcool a felicidade e o aumento da dependência alcoólica.

Em primeiro plano, vale destacar o pensamento de Richard LaGravenese, em sua obra cinematográfica “Escritores da Liberdade”, que destaca que a educação possui o poder de moldar o indivíduo, tanto para aspectos positivos, quanto para negativos. Nos dias atuais, a situação é negativamente observada no país, uma vez que a educação difundida pelos brasileiros, como forma de ensino para os mais jovens com menos experiências, encontra-se relacionando diretamente as alegrias da vida com o consumo do álcool. Essa infeliz esfera ocorre, principalmente, devido a falta de conhecimento dos mais velhos acerca das consequências abusivas do exagero do álcool, que acham vendo somente o lado favorável e animador do consumo. Assim, é exposto uma educação deficitária sobre o consumo de bebidas.

Em segundo plano, o filósofo francês René Descartes -em sua teoria filosófica “Meditações”- revela que a alienação da sociedade frente ideais irracionais ocasiona problemas estruturais para um grupo. Por certo, a falta de um ensino nem estruturado acerca dos perigos do álcool ocasiona o vício da população e a dependência alcoólica. Mergulhando nessa ideia, sem informações, os brasileiros continuam normalizando uma gestão periódica -ou até diária- de bebidas, culminado na perda da autonomia e da vida sem o álcool. Dessa maneira, são formados indivíduos com vícios perigosos para a saúde.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde -principal responsável pelo bem-estar da população-, por meio de parcerias com ONGs de cuidado a dependentes, desenvolver políticas públicas nas formas de ações e campanhas para a construção de centros de apoio para viciados em bebidas nas cidades do país, com o objetivo de gerar ajuda aos brasileiros que sofrem desse vício. Alem disso, cabe ao Ministério da Saúde estimular campanhas nas escolas do país acerca dos perigos do abuso do álcool, a fim de modificar a infeliz esfera educacional atual que normalidade excessos. Logo, o aprisionamento do brasileiro em barras poderá ser revertido.