O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 28/04/2020

Consoante os filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer,  a indústria cultural utiliza dos meios de comunicações de massas para disseminar padrões de consumo que geram uma falsa sensação de felicidade e prazer, corroborando com o ciclo vicioso do consumo. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, o abuso de álcool na sociedade é presente, o qual ocorre, evidentemente, devido à cultura de glamurização, como também, a pressão imposta ao corpo social.

Preliminarmente, é pertinente elencar que os hábitos de padronização são fomentadores desse problema. Nessa perspectiva, o trecho da música “Eu vou morrer, mas não paro de beber” do cantor Gustavo Lima reflete a cultura de exaltação a drogas lícitas configurando não só um comportamento já existente, mas incentivando também a prática de inebriar-se. Sob esse ponto de vista, segundo o jornal O Globo, consumo excessivo de álcool por jovens está ligado a menção de bebidas em canções. Logo, consequentemente, essa publicidade demasiada proporciona, desse modo, a elevação da intoxicação por bebidas alcoólicas.

Outrossim, é fundamental analisar que a imposição de grupos sociais na direção do uso dificulta a resolução dessa problemática. Destarte, conforme o filósofo Jean-Jacques Rousseau, “O homem é naturalmente bom, mas integrado na sociedade, acaba por deixar-se corromper”. Portanto, incontestavelmente, o indivíduo inclina a alcoolizar-se devido ao intuito de inclusão em um grupo social, ou seja, concede a deturpação.

Em vista dos fatos elencados, é necessária a exclusão de práticas de aclamações a melodias que incita o consumo de álcool, assim como, a diminuição de imposição social. Dessarte, cabe a Secretária Especial da Cultura promover projetos, como Workshops e eventos em lugares públicos, por meio de cantores e compositores que usem da música um meio de incentivos a minimização do abuso de álcool, na finalidade de evitar a cultura de drogas lícitas na sociedade. Ademais, o Ministério da Educação deve criar programas em escolas e universidades que estabeleça relações de inserção, como aplicativos de amizades saudáveis, isto é, sem anexações de padrões sociais, por intermédio de profissionais da área de informática, como também, de psicólogos que os auxiliem, com o objetivo de extinguir paradigmas na biocenose. Por conseguinte, ocorrerá a eliminação da Industria Cultural.