O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 30/04/2020

A história do álcool advém de épocas remotas e o seu uso possuía diversas finalidades. Uma vez que os babilônicos cultuavam a deusa do vinho no ano 2700 a.C e no Séc.XVI era conhecido como “espirituoso” ao ser utilizado para propósitos médicos. Apesar desse histórico, tal bebida no Brasil atual constitui um problema de saúde pública, pois a utilização da mesma associa-se à abusos motivados pela disponibilidade do produto e também o enfrentamento das pressões psicossociais.

Em primeira análise, dados do Ministério da Saúde apontam que 17,9% da população adulta brasileira consome o álcool de forma abusiva. Sabe-se que a indústria do álcool investe massivamente na imagem glamourizada de que beber é legal, divertido e necessário. Tal apelo aliado à facilitação do insumo faz com que a pessoa faça o uso para aliar-se com a atração ditada pela mídia, ou seja, a demanda desse setor é imposta socialmente sem a consideração dos seus malefícios. Por exemplo, o consumidor compra os diversos produtos induzidos pela propaganda, pois não consegue optar por apenas um exemplar.

Em segunda análise, de acordo com o filósofo Rousseau o homem é bom e feliz por natureza, mas a sociedade o corrompe. Bem como, somos influenciados diretamente pelos comportamentos e padrões normativos da coletividade, que exige o tempo todo a adequação de modos e posturas vigentes. Tanto que, estar inserido nas estruturas exigidas causa o desgaste emocional levando à transtornos e o consumo de substâncias tóxicas, ou seja, a cobrança do ambiente influencia à doenças doenças e comportamentos próprios da fuga. Por exemplo, o universitário frequenta inúmeras festas sob efeito do álcool a fim de fugir das cobranças da universidade, que visa muitas vezes apenas a nota e não o produto do esforço do aluno e o seu processo.

Portanto, cabe ao Ministério da Justiça adequar propagandas de forma prudentes ao restringir a circulação no horário nobre, pois é visível a influência negativa que se tem no comportamento das pessoas que aproveitam a facilidade dos preços, a disponibilidade do produto e a pressão que o contexto exerce para tornar-se dependentes de produtos como o álcool.