O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 07/05/2020

Alcoolismo é a dependência do indivíduo ao álcool, considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. Posto que, desde a época colonial, os brasileiros consomem de forma exagerada as bebidas alcoólicas, em especial as fermentadas, como o cauim dos índios, o vinho dos lusos e a cachaça dos africanos, e que as opções foram ampliadas com a introdução de bebidas destiladas de alto teor alcoólico, a situação dos brasileiros no que tange ao uso de álcool apresenta sérios problemas. Acerca dessa lógica, muitas dos sujeitos que consomem constante, descontrolado e progressivamente bebidas alcoólicas não tem acesso à orientações sobre o consumo de álcool e a forma como essas diretrizes impactam no organismo, tendo assim, a saúde física e psicológica prejudicada.

Sob esse viés, é de fundamental importância discutir a problemática da falta de orientações a respeito do alcoolismo, que ocorre em razão da negligência governamental a respeito de campanhas de conscientização, na qual a divulgação de informações é rasa e sucede por meios digitais, nos quais muitos não tem acesso. Diante disso, inúmeros cidadãos não ficam sabendo dos efeitos do álcool no organismo, o consumindo de forma exacerbada. Em verdade, um estudo realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) mostra que 12,3% da população brasileira de 12 a 65 anos são dependentes de bebida alcoólica, o que equivale a 5,7 milhões de pessoas. Logo, esses dados refletem a falta da conscientização populacional, visto que se soubessem dos efeitos, muitos não consumiriam.

Outro aspecto relevante é a forma na qual o consumo de álcool impacta no organismo humano, o que leva muitas vezes a morte e  traz grandes problemas para a saúde pública, como um todo, no país. Efetivamente, dados da Organização Mundial da saúde (OMS) relatam que mais de 3 milhões de pessoas morreram por consequência da bebida em 2016. Por conseguinte, esses índices acendem o alerta para a importância de ter consciência dos impactos do álcool no organismo e evitar o aumento dessas estatísticas. Outrossim, o vício em álcool pode ser o gatilho para acidentes de trânsito, crimes violentos e suicídios.

Em suma, o Governo deve aumentar os impostos sobre a produção de bebidas para decrescer a produção em larga escala, além de veicular campanhas de conscientização, na TV e na internet, que informem a população sobre os transtornos na saúde. Ademais, essas campanhas com objetivo de facilitar o combate ao problema, podem ser divulgadas ao final de cada propaganda de bebida. Em acréscimo, é fundamental o papel da sociedade, em parceria com a profissionais da saúde, para fomentar o pensamento crítico do consumo por intermédio de  palestras e debates. Assim,  o alcoolismo sairá da lista emergencial de saúde pública.