O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 08/05/2020
Historicamente os brasileiros sempre consumiram demasiadamente bebidas alcoólicas, em especial as fermentadas, como o cauim dos índios, o vinho dos lusos e a cachaça dos africanos. Atualmente, o cardápio de opções de bebidas com teor alcoólico ampliou, e em razão da busca inconsciente pelo prazer acarretou em um dos problemas mais graves de saúde pública no Brasil. A chamada Síndrome de Dependência Alcoólica, designada por Alcoolismo resulta em desentendimentos familiares ou sociais, mortes no trânsito, além de uma série de transtornos físicos e mentais.
No que se diz respeito ao consumo exacerbado de bebidas alcoólicas na busca pelo prazer, em contraponto aos desencantos da vida, a bebida se torna uma grande válvula de escape. Entretanto esse cenário pode causar uma dependência psicológica, culminando em conflitos interpessoais, violência doméstica, separação de casais e negligência infantil.
Além disso, o consumo de álcool aumentou em 45% na última década, em razão do grande incentivo da mídia para seu consumo que, segundo a AMBEV está na casa dos R$ 45 milhões o investimento feito em um período de apenas três anos. Ademais, segundo a Organização Mundial da Saúde, o álcool é o maior responsável por mortes de brasileiros entre 15 e 19 anos, seja em acidentes ou por paradas cardíacas. Sob essa ótica, foi redigida, em 2008, a Lei Seca que pune legalmente os motoristas alcoolizados. Dessa forma, evidencia-se o problema da desobediência penal que prejudica o trânsito brasileiro.
É evidente, portanto, que a questão da dependência alcoólica deve ser melhor tratada no Brasil. Para tal, o Governo deve aumentar os impostos sobre a produção de bebidas visando o desincentivo a produção em larga escala, além de veicular campanhas de conscientização às propagandas de bebidas, informando a população sobre os transtornos na saúde. Outrossim, é vital que o Poder Legislativo, aumente as penalidades da Lei Seca evitando possíveis mortes causadas por motoristas embriagados. Dessa forma a questão do abuso de álcool na sociedade brasileira não será mais uma das questões que mais preocupam a saúde pública, se tornando apenas uma atividade ligada ao lazer responsável.