O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 08/05/2020
Em meio a Crise de 1929, os Estados Unidos da América implantou a “Lei Seca”, em que foi proibido fabricar e vender bebidas alcoólicas, visto que são prejudiciais ao desenvolvimento do proletariado. Contudo, na contemporaneidade, o consumo excessivo de álcool corrobora com o impulsionamento dos problemas da saúde pública no Brasil. Destarte, convém analisar não só a causa, como também a consequências e possível medida para solucionar a problemática.
A priori, cabe ressaltar que a ingestão exacerbada do líquido, nos adultos, tem como causa principal a necessidade de fuga dos problemas causados pelo intenso ritmo trabalhista, o qual conta com extensas cargas horárias e acúmulo de tarefas. Exemplo disso é a “happy hour”, que significa “hora feliz”; a comemoração informal é feita geralmente após o fim de um expediente cansativo ou aos finais de semana, nos quais os trabalhadores se reúnem para folgar de suas obrigações. Por outro lado, nos jovens, a imoderação alcoólica, em sua maioria, é causada pelo desejo de esquecer problemas familiares e questões pessoais.
A posteriori, as consequências do transtorno do alcoolismo afetam a saúde física e emocional desses indivíduos. Nesse perspectiva, doenças que atingem o fígado, tal como a cirrose, passam a ser decorrentes. Além disso, a dependência do álcool é corresponsável pelo comportamento violento dos que bebem demasiadamente; o ato irracional é oriundo da suspensão do juízo desses. Nesse sentido, Rosseau afirma que o homem nasce livre, no entanto, está preso por todas as partes. Consoante ao pensamento do filósofo suíço, nota-se que o cidadão ao se submeter ao vício alcoólico, torna-se responsável por suas atitudes e respectivas consequências, as quais põem em risco sua liberdade.
Destarte, uma vez que o consumo displicente da bebida fermentada aflige a sociedade como um todo, urge, em primeira instância, que o Ministério do Trabalho, juntamente com o auxílio de empresas do setor privado, preze pelo bem-estar de seus funcionários, por meio da diminuição da carga horária dos mesmos, divisão de tarefas e prestação de serviços psicológicos a esses, a fim de que os empregados exerçam suas funções de maneira prazerosa. Ademais, é necessário, em segunda instância, que a Família respeite e participe das decisões dos jovens, por meio da abertura para o diálogo e da compreensão mútua, com o fito de criar um ambiente para o público juvenil expor suas angústias e preocupações. Assim, problemas como o alcoolismo serão restritos à mitologia grega, pois no Brasil esse legado não será deixado para sucessões futuras.