O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 18/05/2020

Nota-se que, apesar dos avanços sociais ocorridos no Brasil nos últimos anos, a população tende a enfrentar sérios problemas com o uso exacerbado do álcool por jovens e adultos. Além disso, acrescenta-se a esse fato não só a crença de tal bebida como forma da solução de adversidades, mas também o uso dela como meio de uma pseudointegração social. Desse jeito, sobre tais aspectos, convém discutir as principais causas dessa problemática.

A priori, cabe ressaltar que, mesmo o álcool sendo uma droga lícita, suas consequências podem causar efeitos tais quais drogas ilícitas. Assim, ao encontro disso, segundo a OMS, mais de três milhões de pessoas morrem por ano pelo seu uso excessivo, muita das quais, por verem nela a chave de problemas pessoais, do trabalho ou amorosos, por exemplo. Dessa forma, retoma-se heranças do período ultrarromântico da literatura brasileira, o qual, com Alvarez de Azevedo à frente e sua obra ´´Uma noite na taverna`` , perpetuou pensamentos boêmios na sociedade com o álcool sendo o principal meio do escapismo romântico. Logo, percebe-se a necessidade de evolução social nesse quesito, para que enfermidades como a depressão e ansiedade não sejam fomentados pela embreaguez.

Ademais, segundo os pensamentos do filósofo Inglês Francis Bacon, as pessoas tendem a buscar aquilo que os fazem ser melhor aceitos em determinado grupo.  Nesse sentido,  muitos jovens acabam ingerindo o álcool por medo de não serem bem vistos pelos amigos ou parecerem diferentes, o que pode os levar  não só à dependência, mas também a problemas de saúde como disturbios digestivos ou doenças cardiovasculares, segundo a Organização Pan-Americana da saúde. Outrossim, a propaganda de cigarros foi proibida no âmbito brasileiro, porém, a da cerveja continua sendo reproduzida, o que justifica sua grande popularidade, bem como o pensamento errôneo de que ela não causa grandes melefícios à saúde. Nesse viés, vê-se a falta de  ciência dos transtornos que o álcool pode causar, justificando a urgência de medidas que visem o controle de tal situação.

É notório, portanto, a necessidade de intervenção governamental junto ao Ministério da Saúde por meio da formulação de projetos que visem divulgar em meios digitais os efeitos nocivos do álcool em excesso e orientar a importância da ajuda profissional psicológica em vez das bebidas em casos de problemas pessoais, depressão ou ansiedade. Similarmente, faz-se mister a participação do Ministério da educação por meio de projetos escolares e palestras de cunho educativo e informativo. Por fim, com o fito de proporcionar melhor qualidade de vida a presentes e futuras gerações, seriam diminuidos os índices de vício alcoólico e, por consequência, as enfermidades causadas por ele.