O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 27/06/2020

Na obra “Modernidade Líquida”, de Zygmunt Bauman, é relatado que a pós-modernidade é fortemente voltada para o bem-estar individual. Com isso, a necessidade de prazer imediato leva o cidadão a buscar formas de se satisfazer, o que pode levar ao uso demasiado de álcool. Nesse sentido, é importante ressaltar que o problema não é só o uso excessivo de bebidas alcoólicas, mas também a falta de providências do Estado.

Em primeiro lugar, o álcool consumido de maneira inadequada pode gerar dependência, sendo necessário um controle pelo indivíduo. Assim, de acordo com o filósofo grego Aristóteles é necessário um meio-termo entre as virtudes, levando em conta que o excesso pode se tornar um vício. Dessa maneira, é preciso consumir de forma moderada, para evitar problemas físicos e mentais, sem diferenciar o álcool de outra droga, pois essa também gera submissão.

Ademais, é necessário uma reeducação sobre o álcool no sistema brasileiro, mostrando os perigos que esse pode causar aos indivíduos. Visto isso, como relatou Nelson Mandela, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993, a educação é arma mais poderosa do indivíduo, sendo essa capaz de mudar o mundo. Dessa forma, o Estado deve tomar atitudes não deixando que o cidadão sofra futuros problemas, visando o bem-estar coletivo e tentando diminuir as mortes por dependência do uso de álcool.

Portanto, medidas são necessárias para transformar esse cenário. Urge que o Ministério da Educação crie campanhas e palestras em centros comunitários sobre os problemas gerados pelo abuso de álcool, para tentar alertar os cidadãos que esse pode acabar com sua saúde e com seu rendimento em atividades sociais, como forma de demonstrar a sociedade que todos podem ter seu momento de lazer, porém com moderação. Além disso, a mídia deve divulgar o consumo diário que pode ser ingerido e mostrar os malefícios de bebidas alcoólicas, a fim de tornar uma sociedade consciente sobre suas atitudes. Assim, será possível acontecer um equilíbrio entre as virtudes, como constatou Aristóteles.