O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 28/05/2020
O álcool teve origem na Pré-história a partir de um processo de fermentação natural. Sob esse ângulo, para os povos gregos, egípcios e romanos a bebida alcoólica possuía importância religiosa, social e medicamentosa. Em meados do século XX, foi estabelecido concomitantemente a maioridade de 18 anos para consumir o álcool e a lei seca, com intuito de controlar a produção e distribuição dessas bebidas. Tendo em vista tal panorama, nota-se que, ainda hoje, mesmo com a legislação sobre o álcool há o abuso do consumo dessas bebidas no cenário brasileiro.
Em primeiro lugar, observa-se que o alcoolismo, dependência emocional e física do consumo de bebidas destiladas e fermentadas, foi incorporado pela Organização Mundial de Saúde à Classificação Internacional das Doenças-CID. Nesse sentindo, vale ressaltar o aumento alarmante do consumo de álcool por adolescentes entre, os quais, muitas vezes, ingerem essas bebidas fermentadas, com propósito de serem aceitos em determinado grupos sociais e de adquirirem status na sociedade. Conforme a Agência Brasil, cerca de 48,3% dos jovens afirmam ter ingerido bebidas alcoólicas. Dentro dessa lógica, identifica-se que essa droga lícita embasa prejuízos à saúde, em razão de possuírem substâncias que afetam o desenvolvimento cerebral e as conexões entre os neurônios, as quais permite a formação da memória.
Soma-se a isso o bombardeamento de propagandas sobre bebidas alcoólicas nas redes de grande alcance, como Tv e redes sociais. Nesse contexto, as redes de comunicação e as produções artísticas -filmes, séries - atribuem ao álcool a imagem de poder, status, euforia e diversão. Desse modo, os indivíduos são influenciados a consumir de forma exacerbada essa droga lícita com finalidade de atingir todos os benefícios que são elaborados em torno destas. Ademais, percebe-se que o uso indiscriminado dessas substâncias associado à direção fomenta o crescente número de mortes em acidentes de trânsito. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 21% dos acidentes registrados no Brasil estão relacionados ao consumo de álcool.
Urge, portanto, que o Governo federal, em ação conjunta com o Ministério da Educação, mediante o repasse de verba, implemente nas escolas públicas e privadas, no ensino fundamental e médio, palestras e seminários não só com alcoólatras em recuperação, mas também com profissionais da área da saúde. Isso deve ocorrer a fim de abordar as consequências negativas do consumo exacerbado de álcool para a saúde e alerta sobre a imprudência de dirigir alcoolizado. Em adição, é fundamental que o Estado, por meio de reajuste de verba, implemente maior rigor na fiscalização e nas multas da Lei seca nas avenidas e estradas, com intuito de mitigar o número de indivíduos dirigindo embriagados.