O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 21/06/2020
Para o filósofo Aristóteles, a moderação de ações conduz à virtude e é de suma importância para a vida humana. Porém, ao analisar o Brasil, nota-se a ingestão excessiva de álcool como empecilho para a efetivação da teoria aristotélica. Destarte, observa-se que o consumo exagerado de álcool na adolescência e os acidentes de trânsito estão intrinsecamente relacionados ao alcoolismo.
Em primeiro lugar, é válido elucidar como muitos jovens usam as bebidas alcoólicas para serem aceitos nos seus grupos sociais. Nesse sentido, os adolescentes encaram os drinques como um contribuinte para a popularidade e não como um risco para a saúde. Assim, a teoria da Banalidade do Mal de Hannah Arendt a qual afirma o mal estar se tornando comum é confirmada quando percebe-se a arbitrariedade com que os jovens ingerem bebidas alcoólicas sem se importarem com os perigos.
Outrossim, os acidentes de trânsito em decorrência do abuso de álcool tornam-se cada vez mais recorrentes. Dessa forma, a irresponsabilidade presente nos condutores que combinam a bebida ao volante corrobora com a teoria de Thomas Hobbes a qual expõe o homem como egoísta e preocupado apenas consigo mesmo, uma que condutores bêbados priorizam seus desejos em detrimento da segurança de outras pessoas.
Infere-se, portanto, que o abuso de bebidas alcoólicas é um perigo para toda a sociedade. Logo, urge às famílias de adolescentes conversarem com eles sobre os perigos da ingestão excessiva de drinques, por meio de reuniões familiares semanais nas quais os pais mostrem as consequências dessa ação, a fim de diminuir o número de jovens que abusam de álcool. Ademais, cabe aos guardas de trânsito cada vez que forem exercer sua profissão tentar conscientizar as pessoas, por meio de conversas rápidas sobre os riscos da combinação de ingerir bebida alcoólica e dirigir, como intuito de acabar com os acidentes de trânsito que ocorrem por esse motivo.