O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 22/06/2020

O alcoolismo no Brasil

O filme “Vício Maldito” retrata a história de um casal que, entregue ao alcoolismo, inicia um processo de autodestruição. O enredo pode ser visto como um reflexo da sociedade brasileira atual, na qual, para muitos, o álcool virou rotina. Em 2016, o consumo individual de álcool no país havia ultrapassado a média internacional em cerca de 2,5 litros. Diante desse quadro, torna-se relevante observar os motivos e resultados nele envolvidos.

O consumo da substância pode transformar-se em hábito por diversas razões. Uma delas é a percepção da ingestão como forma de “aliviar” momentos difíceis. Porém, a maior parte dos casos deriva da influência de amizades, especialmente entre jovens quando querem fazer parte de um grupo. Esta relação de causa-efeito decorre do “fato social” de Émile Durkheim, que se apresenta como maneiras de falar e agir assimiladas pelos indivíduos com influência do contexto em que vivem.

Como consequência, observa-se uma sociedade cada vez mais degradada. Os alcoólatras podem apresentar danos físicos, como cirrose (doença crônica no fígado), ou mentais. Ou seja, bebidas alcoólicas fazem mal para o corpo e a mente. Em muitos casos, há mudanças psicológicas e comportamentais que afetam outras pessoas por conta da falta de controle das próprias ações.

Através de estudos e observações, o perigo que o álcool causa na vida da população brasileira já foi reconhecido. Como efeito, foram tomada medidas na tentativa de melhora da situação. Uma alteração importante ocorreu após a implementação da Lei Seca em 2008, aumentando a rigidez quanto ao nível da substância no sangue dos motoristas. Além disso, a comunidade Alcoólicos Anônimos ajuda aqueles que querem sair da dependência. Ainda assim há muito o que fazer.

É indubitável que o abuso do álcool traga diversos malefícios à sociedade. Portanto, novas ações devem ser tomadas. Cabe ao governo, por meio do Ministério da Saúde, atuar no combate ao alcoolismo. Isso deve ser feito informando a população sobre o assunto por meio da mídia, além de uma maior fiscalização do consumo. Dessa forma, formar-se-ão no Brasil cidadãos mais conscientes e menos dependentes.