O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 09/07/2020

Consoante a Constituição Federal de 1988, todos possuem direito à vida e à saúde e compete ao Estado garanti-los, mediante políticas sociais efetivas. No entanto, o abuso no consumo de álcool, presente na realidade brasileira, traz sérios problemas sociais bem como riscos à saúde das pessoas. Desse modo, é necessário combater não só escassez de políticas públicas, como também o incentivo cultural. Logo, torna-se necessária a coordenação de esforços entre Estado e sociedade civil, com o intuito de reverter o quadro.

Em primeiro plano, pontua-se que a omissão do Estado tem fomentado  o uso abusivo de bebidas alcoólicas. Isso ocorre, porque o Estado tem o dever constitucional de entregar políticas públicas contra o alcoolismo, e não realiza o que está sob sua responsabilidade. Segundo dados do Ministério da Saúde, 17,9% da população adulta, no Brasil, fazem uso abusivo de bebida alcoólica, fato que evidencia a não garantia de direitos da Carta Magna brasileira. Partindo desse pressuposto, identificam-se a menor percepção de danos e o aumento de acidentes de trânsito. Desse modo, infere-se que há necessidade de se mudar essa conjuntura nacional.

Outrossim, é importante salientar que a cultura de incentivo ao consumo deteriora a imoderação de bebidas alcoólicas. Isso decorre do encorajamento social ao consumo de bebidas alcoólicas. Segundo Aristóteles, a garantia de um estado de bem-estar exige que se evitem ações extremas. Nesse sentido, o consumo em excesso de bebidas alcoólicas, por parte da população brasileira, é visto como algo negativo. Hoje, de forma análoga, é possível identificar o aumento de cirrose e tragédias, seguidas ou não de morte.

Portanto, o Poder Público, junto à mídia, deve diminuir as vendas e divulgar os efeitos nocivos do produto, por meio do aumento de impostos e diminuição da produção em larga escala, com o intuito de diminuir a venda e o abuso de bebidas alcoólicas.