O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 22/07/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o uso desenfreado de bebidas alcoólicas apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto dos efeitos colaterais causados pelo consumo excessivo, quanto da popularização do álcool como meio social. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, é fulcral pontuar que a alta taxa acidentes ocasionados pelo consumo da bebida deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, em alertar a população de modo eficiente dos riscos do problema que vão desde acidentes de trânsito ao comprometimento da saúde.
Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente. Ademais, é imperativo ressaltar a influência da mídia e propagandas que incitam o uso de álcool sendo retratado algo positivo, como promotor do problema influenciando principalmente os jovens. De acordo com a pesquisa realizada pela UNESCO com estudantes de 10 a 24 anos, resultou em tais dados: 45,9% bebem somente em ocasiões sociais e festas; e 9,9% bebem regularmente. Partindo desse pressuposto, a substância se torna um fator comum para a socialização. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o consumo pode virar dependência contribuindo para a perpetuação desse quadro. Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.
Dessarte, com o intuito de mitigar o alto índice de embriaguez, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do governo e do ministério da educação, será revertido em palestras sobre os efeitos do alcoolismo, através de escolas e também a aplicação de sistemas de restrição para limitar o alcance de conteúdos indevidos para menores de idade na mídia com o intuito de diminuir o uso de substâncias alcoólicas de forma prematura. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do alcoolismo, e a sociedade alcançará a Utopia de More.