O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 27/07/2020
Desde os primórdios da sociedade humana na região da Crescente Fértil na Mesopotâmia, as bebidas alcoólicas, como a cerveja e o vinho, já faziam parte das tradições dos sumérios a cerca de 5.000 anos a.C. Nesse contexto, é visto que o consumo de álcool decorreu por gerações até os tempos atuais. Entretanto, no século XXI, pode-se analisar que a quantia moderada do álcool não é a realidade para muitos cidadãos brasileiros, mas sim, o abuso dessas bebidas no país. Nesse sentido, as principais causas desse problema são: a inexistência de ações governamentais para implantar anti propagandas e o pouco esforço para incentivar a venda de bebidas mais leves em detrimento das mais prejudiciais.
Em primeiro plano, é fato que as pessoas que exageram na dose alcoólica carecem de informações sobre os danos que essa substância provoca no organismo. Logo sem o alarmante aviso nas próprias embalagens dos produtos, o abuso de álcool ocorre explicitamente em território brasileiro. Em prova disso, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, a média de litros de álcool ingerido por pessoa no Brasil foi de preocupantes 8,9 litros em 2016, enquanto no restante do mundo foi de 6,4 litros. Dessa forma, está visível que o Governo deveria agir contra o consumo em excesso do álcool de modo similar ao combate ao cigarro, como por exemplo, explanar nos rótulos as consequências na saúde tanto na parte física como psicológica que ocorrem ao beber excessivamente.
Em segundo plano, vale ressaltar que as bebidas mais danosas para o corpo humano são as com maiores teores alcoólicos em sua composição. Dessa maneira, ao facilitar economicamente o comércio moderado de bebidas mais leves como a cerveja ao invés de destilados com altíssimos índices de álcool, o abuso seria contido em sua maior parte. Segundo o Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo, 30 mililitros de uma bebida destilada tem 11 vezes mais álcool do que 30 mililitros de uma cerveja comum. Desse modo, está claro que o Estado não regula de modo eficaz as bebidas alcoólicas que são colocadas a venda no país, de tal modo que, quanto mais danoso, mais complicado deveria ser de adquirir em quantidade tais produtos no Brasil.
Portanto, providências devem ser tomadas para mitigar o quadro atual. Para que o abuso de álcool diminua drasticamente no país, urge que o Governo Federal promova, por meio de emendas constitucionais, modificações nas exigências em rótulos de bebidas alcoólicas que mostrem explicitamente os problemas da ingestão em excesso e aumentar os impostos dos tipos mais danosos à saúde. Por consequência, os líquidos mais prejudiciais serão parcialmente cessados no país e o abuso será contido em sua maior parcela. Somente assim, a sociedade brasileira terá o proveito mais moderado dessas bebidas que os sumérios já apreciavam desde os anos 5.000 anos a.C.