O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 05/08/2020
Dependência. Violência. Doenças. Essas são algumas das consequências que caracterizam o problema do abuso de álcool na sociedade brasileira, é utilizado pela maioria como uma alternativa de escape das adversidades cotidianas, mas na verdade, acaba agravando-as. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de racionalidade, se tratando do consumidor, e da má influência midiática, tratando-se das empresas produtoras de insumos alcoólicos.
Em primeira análise, a falta de pensamento racional mostra-se como um dos desafios à resolução da problemática. Segundo Hegel, um dos filósofos mais importantes da história, a razão rege o mundo. No entanto, verifica-se uma atuação da irracionalidade na questão do abuso de álcool na sociedade brasileira, que tem como base uma forte influência da falta de um pensamento racional, o consumidor — mesmo sabendo da existência — não está pensando nas consequências derivadas do abuso. Dessarte, sem a presença de uma lógica que permita tomar decisões de bom senso, esse problema tem sua intervenção dificultada.
Além disso, o abuso de álcool na sociedade brasileira encontra terra fértil na má influência midiática das empresas produtoras. De acordo com a primeira Escola de Frankfurt, a “indústria cultural” utiliza da propaganda para definir padrões de consumo, a exemplo, as bebidas alcoólicas. Nessa perspectiva, a idealização de felicidade e prazer, nas propagandas, ao consumir derivados do álcool influencia em um maior número de consumidores. Logo, ocasiona-se um maior abuso e dependência.
Portanto, indubitavelmente medidas são necessárias para atenuar esse problema. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com as prefeituras, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre o abuso de álcool na sociedade brasileira. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas nas causas do assunto. Além disso, não devem se limitar aos alunos, mas ser aberto à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam as questões relativas ao abuso de álcool e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções. Em suma, é preciso intervir sobre o problema, pois como defendeu Simone de Bevouir: “Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos.”