O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 14/08/2020
Hannah Arendt, em sua obra “A banalidade do mal”, alude que o pior mal é aquele visto como corriqueiro e cotidiano. Sob essa ótica, ao observar o abuso de álcool na sociedade brasileira, entende-se que o pensamento da política é constatado tanto na teoria quanto na prática e a realidade segue intrínseca ao país. Nesse sentido, têm-se os fatores de agravamento do fenômeno, tais como o descontrole pessoal dos indivíduos e ausência da integridade das empresas.
Em primeiro plano, enfatiza-se o documentário “Raul- o início, o fim e o meio”, lançado em 2012, retratanto as artes do cantor Raul Seixas, juntamente com o motivo de sua morte, o alcoolismo. Analogamente, nota-se que este cenário enquadra-se na rotina contemporânea de muitos jovens e adultos, haja vista que a pressão pelo autodesempenho em âmbito escolar e profissional, os faz recorrer ao álcool como forma de escapismo. Assim, comprova-se por dados da OMS, um elevado número de mortes por acidentes ou paradas cardíacas.
Outrossim, evidencia-se a solidariedade orgânica, do sociólogo Émile Durkheim, na qual remonta as sociedades modernas, sendo que a consciência individual prevalece sobre a coletiva. Desse modo, a ausência da integridade das empresas tem sido materializada na conjuntura hodierna, uma vez que há a venda excessiva de bebidas alcoólicas para adolescentes e muitas propagandas televisivas de apreciação de cervejas e destilados, visando apenas o lucro. Ademais, observa-se a relevância da atuação estatal como forma de combate a problemática.
Portanto, o Ministério da Saúde deve, através de políticas institucionais, divulgar campanhas midiáticas que promovam publicidade informativa sobre a importância da conscientização popular acerca do tema, nos quais médicos exteriorizem as consequências do consumo excessivo de álcool. Além disso, cabe ao Governo Federal a aplicação de multas às empresas irresponsáveis que vendem bebidas em grande quantidade para jovens e adultos, contrapondo os ideais de Hannah, em uma sociedade equilibrada.