O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 19/08/2020
Promulgada no início do século XX, a Lei Seca proibia e caracterizava a ingestão de álcool como nociva à ética e aos bons costumes pregados na sociedade americana. Entretanto, sabe-se que, no Brasil, o abuso da ingestão de bebidas alcoólicas constitui a retomada de adversidades nocivas à sociedade, sobretudo nas camadas mais jovens. Isso se deve não somente pela omissão estatal e familiar, mas também pelo fenômeno da glamourização da bebida.
Em primeira análise, segundo dados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), o Brasil possui uma média de consumo anual por pessoa superior à média mundial, com um índice de incidência acima de 20% entre os jovens. Nesse sentido, compreende-se que tal fato contribuí para um cenário caótico para a sociedade brasileira, tendo em vista que, além de evidenciar o descaso por parte do Estado, também contrapõe o preceito citado pelo filósofo Friedrich Hegel, no qual a família se apresenta como asseguradora da harmonia social e da eticidade na juventude. Ademais, é válido ressaltar construções sociais como agravantes do problema. Segundo o filósofo Rousseau, o indivíduo é fortemente influenciado pelo meio que está inserido e molda suas ações conforme a aceitação coletiva. Diante de tal afirmação, constata-se que a glamourização do uso de álcool represente um problema não somente político, como representado durante a aplicação da Lei Seca, mas também social.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para a resolução da problemática. Deve se então, por meio de uma campanha publicitária digital elaborada pela OMS e ministrada em redes sociais como: “Instagram” e “Facebook”, que tenha como foco enfatizar a importância do consumo moderado e apropriado, garantir a extinção da glamourização da bebida, a fim de evitar não somente o uso entre os mais jovens, mas também pela população em geral. Espera-se que, com tal medida, entraves sejam superados e, um Brasil livre de álcool seja alcançado.