O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 25/08/2020

Na música “Ai eu bebo”, cantada pela dupla sertaneja Maiara e Maraisa, é relatada à experiência do abuso de bebidas alcoólicas. No entanto, à realidade de muitos jovens na atualidade não é diferente da cantada na música, uma vez que o consumo exagerado de álcool entre os jovens vem crescendo cada vez mais, e a romantização desse abuso tem se tornado comum. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o consumo de bebidas alcoólicas no Brasil é permitido para maiores de 18 anos. Conquanto, o número de menores que fazem o uso dessa substância precocemente é enorme . De acordo com uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz , cerca de 7 milhões de brasileiros menores de 18 anos já consumiram bebida alcoólica. Entende-se que essas bebidas trazem uma alegria momentânea à esse adolescente, fazendo com que ele se sinta atraído em ter novamente aquela sensação, o problema é que isso pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo.

Ademais, é imperativo ressaltar a romantização do consumo de álcool na sociedade como promotora do problema. Segundo o teólogo Albert Schweitzer, Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros - é a única. A esse respeito, temos as propagandas e músicas que fazem o uso dessa droga legalizada como algo positivo de inúmeras formas, mas não expõem as consequências que o abuso e a dependência dessa substância pode ocasionar.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. o estado, junto com o ministério da educação, deve aumentar a fiscalização de vendas de bebidas alcoólicas para menores e orientar os jovens sobre os riscos do consumo precoce dessa substância, através de palestras educativas, propagandas e vídeos mostrando as consequências vividas por alguns indivíduos alcoólatras, a fim de conscientizar a população através do exemplo. Espera-se, com essas medidas que a população se identifique menos com o relato da música cantada por Maiara e Maraisa.