O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 31/08/2020
A dependência alcoólica, é um dos problemas mais graves de saúde pública no Brasil. Desde os tempos antigos os brasileiros consomem de forma exagerada as bebidas alcoólicas, em especial as fermentadas, como o cauim dos índios, o vinho dos lusos e a cachaça dos africanos. Opções são cada vez postas, ampliando ainda mais o consumo de adolescentes, jovens e adultos para os diferentes tipos de gostos e sabores e teor alcoólico.
Em razão disso, está a busca pelo prazer, a produção industrial em grande escala e o incentivo da mídia. Por conseguinte, a sociedade brasileira se depara com desentendimentos familiares ou sociais, mortes no trânsito, além de uma série de transtornos físicos e mentais. De acordo com os dados da OMS (Organização mundial da saúde), demonstram que o consumo de bebidas alcoólicas pelos brasileiros acima de 15 anos acelerou em uma década. Segundo a AMBEV foram investidos mais de R$ 45 milhões em propaganda de consumo inteligente nos últimos três anos, mas o Brasil aumentou o consumo em 45% nos últimos dez anos. Por conta disso, os profissionais da saúde fazem uma clara distinção entre aqueles que abusam do álcool e os dependentes químicos.
O consumo nacional está acima da média mundial, de 6,4 litros. Além disso, o Brasil é o terceiro país na América Latina e o quinto em todo o continente com o maior consumo de álcool per capita, ficando atrás apenas de Canadá (10 litros), Estados Unidos (9,3 litros), Argentina (9,1 litros) e Chile (9 litros).Dados nacionais demonstram que há um consumo cada vez mais cedo entre os jovens e que cerca de 13% da população apresenta um quadro de dependência alcoólica. A ingestão excessiva leva à dependência, que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, pode provocar cirrose, redução da libido, distúrbios de coordenação, depressão e pensamentos suicidas.
Conclui-se que, é essencial que as terapias se tornem mais comuns como prevenção, e a comercialização deve ter limites. Para diminuição do volume consumido, é necessário que o Ministério da Saúde (MS) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos veículos de comunicação que desincentive o consumo e advirtam os cidadãos dos riscos para a saúde, sugerindo ao telespectador procurar ajuda de um especialista e não acumular estres. Com isso, será possível minimizar a ingestão nacional, alem de promover um estilo de vida saudável.