O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 11/09/2020
Acredita-se que a ingestão de bebidas alcoólicas teve seu início na Pré-História, mais precisamente no período Neolítico, a partir de um processo de fermentação natural. A partir daí, os povos celtas, gregos, romanos, egípcios e babilônios registraram de alguma forma o uso e a produção de bebidas alcoólicas. Com o passar do tempo, o álcool teve seu consumo estimulado, devido aos seus diversos efeitos que, por afetar diretamente o sistema nervoso central (SNC), causam alterações no comportamento, coisa que pode ser prazerosa para o consumidor, desencadeando o vício. Cerca de 11% da população brasileira é dependente alcoólica. Isso ocorre principalmente devido ao uso do álcool como uma válvula de escape, principalmente por jovens, e à falta de regulamentação do mercado de bebidas alcoólicas no Brasil.
De acordo com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), o álcool é a substância psicoativa mais consumida entre os adolescentes. Aproximadamente 50% dos jovens com idade entre 12 e 17 anos já fizeram uso de álcool na vida. Isso se dá pois os jovens vivenciam intensas mudanças físicas, psicológicas e sociais diariamente, passando por uma fase que associa-se principalmente à experimentação de álcool. Porém, independentemente do motivo que tenha levado o jovem a começar a beber, é importante que compreendam que estão sujeitos a uma série de riscos, como o comprometimento do SNC, que ainda encontra-se em desenvolvimento.
Segundo a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), os pontos de venda de bebidas alcoólicas no Brasil somam 1 milhão em todo o país. Com o fechamento dos bares, devido à pandemia do novo coronavírus, era de se esperar que o consumo de bebidas alcoólicas no Brasil caísse. Porém, não foi o que aconteceu. Ao invés disso, surgiram inúmeros descontos em aplicativos de venda de bebidas alcoólicas, e artistas fazendo lives patrocinadas por fabricantes de cerveja. Isso ocorre devido à quase inexistente regulamentação do consumo de bebidas alcoólicas, antes e durante a pandemia.
Em síntese, pode-se concluir que, para que o problema do consumo de bebidas alcoólicas entre os jovens seja resolvido, é necessário que os pais e/ou responsáveis sirvam de exemplo para eles, evitando o consumo excessivo de álcool e conversando sobre os problemas desse hábito desde cedo, para que tenham conhecimento dos riscos dessa prática e, no futuro, não a executem. Em segunda análise, também é necessário que os governantes de determinada região iniciem a regulamentação do mercado de bebidas alcoólicas, realizando a diminuição dos postos de venda e a restrição dos seus horários. Desse modo, as taxas de mortalidade decorrentes principalmente do consumo excessivo de álcool, como acidentes de trânsito e homicídios, cairiam, fazendo do Brasil um país mais seguro.