O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 10/09/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação, segurança e ao bem-estar social. No entanto, no cenário brasileiro, observa-se justamente o contrário quanto à questão do abuso do álcool. Nessa perspectiva, nota-se como a herança histórica-cultural e a carência educacional intensificam tal problemática.

Historicamente, acredita-se que as bebidas fermentadas tiveram origem na Pré-História a partir do surgimento da agricultura. Nesse contexto, percebe-se que o álcool acompanha a humanidade desde seus primordiais. Diante disso, a dependência química e a manifestação de doenças na população brasileira vem crescendo de forma gradual devido à falta de conscientização e também ao estímulo por meio de propagandas e afins.

Simultaneamente, vale ressaltar a questão da educação no Brasil, visto a falta de abordagem em escolas a respeito do exagero do álcool entre jovens e adultos, uma vez que tais problemas são testemunhados em grande parte das famílias canarinhas. Segundo o DATASUS, departamento de informática do Sistema Único de Saúde, cerca de 25,6 mil pessoas morreram em 2018 devido ao consumo de álcool, não incluindo mortes por acidente de trânsito. Apesar de números significativos, a morte de uma pessoa em consequência do vício não gera ampla comoção na sociedade contemporânea, já que é um tópico pouco tratado, tanto em instituições de ensino quanto nos demais campos sociais.

Portanto, é interessante que este problema seja tratado. Baseando-se nisso, faz-se necessária a intervenção do Estado, por meio de campanhas, providenciar o aumento de reabilitações para alcoólicos, juntamente com profissionais especializados, com intuito de tratar tal dependência. Do mesmo modo, torna-se importante a intercessão do Ministério da Educação, através de palestras, debates e minicursos, com finalidade de conscientizar os jovens e apresentar os diversos danos que o excesso de álcool pode acarretar à saúde do corpo humano e a segurança de todos aqueles envolvidos. Dessa maneira, aos poucos, dando espaço para um país prudente, efetuando, então, a lei dos Direitos Humanos.