O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 18/09/2020
Em 1929, com a crise econômica que assolou o mundo, a oposição à Lei Seca nos Estado Unidos ganhou força com o discurso de geração de empregos. Sob essa ótica, o estímulo da produção de bebidas refletiu desenfreadamente no Brasil. Nesse cenário, é possível analisar que o consumo exacerbado resulta em dois fatores, sendo eles: a dependência do álcool e o adiantamento do envelhecimento.
Em primeira análise, tem-se que o abuso alcoólico é resultado de diversos períodos da vida que são forçadamente mascarados por sua ingestão. Segundo Karl Marx, o modo de agir é resultado do contexto, o que se configura como uma realidade para os dependentes, já que essa condição é advinda de outras pré-existentes. Dessa forma, fica evidente que a situação em que o indivíduo está inserido, em muitos dos casos, afeta negativamente a integridade do mesmo, o que explicita um descuido no aparato social.
Em segunda análise, pode-se alegar que o encurtamento da vida ativa interfere intimamente no quesito econômico do país. De acordo com o estudo dos tipos de pirâmide etária, é um fluxo natural da vida moderna que os índices de idoso aumentem e de adultos diminuam, porém, isso é extremamente preocupante para a População Economicamente Ativa - responsável por movimentar o desempenho da economia -. Desse modo, fora dos livros de Geografia, esse fato está se inserindo sutilmente no Brasil, mas será um grande problema futuro se não houver uma remediação.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade das escolas proporem formulações mais incisivas principalmente no ensino médio, por meio de aulas e debates com presença de psicólogos que evidenciem os danos causados à mente e à vida social quando se ingere drogas lícitas indevidamente, como forma de trazer questionamentos importantes sobre a problemática com uma conduta aberta e sem preconceitos. Espera-se, com isso, tratar as questões citadas desde a mocidade para, assim, evitar o abuso de álcool na sociedade brasileira.