O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 25/09/2020
A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, garante a todo cidadão o direito à saúde e à dignidade. No Brasil, entretanto, as crescentes taxas de alcoolismo ferem tais direitos constitucionalmente previstos, o que representa um alarmante desafio a ser enfrentado de maneira mais séria em nossos dias. Isso se evidencia não só pelo consumo prematuro de bebidas alcoólicas na sociedade como também pelas consequências danosas sofridas por muitos.
Inicialmente, é relevante destacar a introdução precoce do álcool como importante fator motivador da problemática. De acordo com dados do Portal G1, parte dos jovens inicia a ingestão frequente de bebidas alcoólicas antes mesmo da maioridade. Tal prática revela, a longo prazo, a preocupante tendência de crescimento dos casos de alcoolismo. Logo, lê-se como nociva a percepção de que, em um país com uma Constituição tão evoluída, essa infeliz conjuntura faça-se presente nos dias atuais devido à inércia do poder público.
Por conseguinte, como triste legado do consumo desmedido de álcool, nota-se a ocorrência de graves impactos negativo à vida dos cidadãos. Acidentes, paradas cardíacas e óbitos são frequentes, segundo a OMS. Consoante o filósofo iluminista John Locke, tal cenário configura uma quebra do contrato social elaborado junto à sociedade, uma vez que o Estado deveria garantir o bem-estar de sua população. À vista disso, urge a necessidade de alterações estruturais para a dissolução desse quadro, que vai de encontro à garantia à integridade dos brasileiros.
Faz-se imprescindível, portanto, uma medida mais energética do governo federal para a resolução desse desafio. Logo, é imperativo alertar os jovens, assim como toda a população, acerca do alcoolismo, por meio de campanhas publicitárias nos principais veículos de comunicação, com informações sobre consequências do vício e formas de prevenção e de tratamento. Espera-se, com isso, garantir de forma prática, e não apenas teórica, os direitos listados em nossa Carta Magna a todos os brasileiros, conforme as ideias de Locke.