O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 28/09/2020
Na obra “O Auto da Barca do Inferno”, o dramaturgo português Gil Vicente faz uma crítica ao comportamento vicioso no século XVI. Não distante da ficção, atualmente o cenário brasileiro se encontra dependente do abuso de álcool. Diante disso, é notório que tais comportamentos ocorrem a fim de garantir êxtase aos consumidores, podendo assim ocasionar a perda de autocontrole, brigas e problemas de saúde.
Em primeira análise, deve-se pontuar que tais problemas são frutos de gerações passadas. Isso porque, segundo a teoria do “Habitus”, elaborada por Pierre Bourdieu, os comportamentos característicos de uma época tendem a ser incorporados e reproduzidos durante os anos. O que por sua vez retrata o estado atual, em que a população vem se tornando mais liberal, permitindo assim o consumo de bebidas alcoólicas mais frequente. Muitos de seus consumidores o ingerem por diversos fins, como, aliviar tensões psicológicas, por diversão ou até mesmo por ser influenciados. No filme “Diário de um Adolescente”, Jim vem passando por pressões familiares e escolares, e para fugir de seus problemas ele se torna dependente do álcool, o que por sua vez traz diversos malefícios a sua carreira.
Devido aos fatos citados diversos malefícios são gerados pelo consumo desenfreado, podendo trazer problemas de saúde, como câncer, a perda de autocontrole, devido aos efeitos do álcool no organismo, ocasionando em acidentes automobilísticos ou até mesmo de lutas. Prova disso é que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 30% dos acidentes de trânsito aqui no Brasil estão relacionados ao consumo de álcool, evidenciando a gravidade do problema e a necessidade de combatê-lo, a fim de proteger esses indivíduos e garantir a ordem social.
Portanto, é importante mencionar que medidas a fim de combater os problemas do consumo desenfreado do álcool devem ser desenvolvidas, para que assim ocorra a mudança do estado atual em que a população se encontra. Para isso cabe ao Ministério da Saúde, desenvolver palestras e propagandas educativas, com apoio de psicólogos, a fim de mostrar os malefícios que tal droga acarreta ao indivíduo e a sociedade, dessa forma incentivando o consumo moderado e adequado, garantindo a reeducação de todos, e evitando a continuação de tais problemas.