O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 17/10/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando uma pessoa se mobiliza com o problema da outra. No entanto, quando se observa o abuso de álcool na sociedade brasileira, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista só é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver esse inercial impasse.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, à um desequilíbrio em políticas públicas o qual não fornecem ajudas para os usuários de álcool, sem incentivos a recuperação dos dependentes, favorecendo o aumento de novos usuários, haja vista que falta informações e palestras para com quem não conhece os riscos do abuso do álcool.
Outrossim, destaca-se o precoce consumo de álcool na infância e adolescência como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada da exterioridade, coercitividade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento,observa-se que jovens crescem vendo pais e amigos consumindo álcool, e generalizam tornando uma conduta normal normal para a vida, causando cedo a dependência do álcool.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um país melhor. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação deve instituir em escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutamos efeitos causados pelo abuso de álcool, mostrando estatísticas e atenção quando for eleger políticos para não repetir as mesmas políticas públicas, a fim de que não se viva a realidade das sombras, vivida na alegoria da caverna de Platão.