O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 23/10/2020
O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelo qual ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas, assim, o abuso de álcool na sociedade brasileira é algo normalizado e é definido como o uso excessivo de bebidas alcóolicas. A ingestão em excesso dessa substância pode gerar inúmeros problemas de saúde e nas convivências sociais, o que mostra como é importante combater a normalização do abuso de álcool.
Primeiramente, é importante entender a ampla aceitação social que as bebidas alcóolicas possuem. Por ser uma droga legalizada, as pessoas encaram o álcool como algo inofensivo, principalmente pelo fato de seus impactos mais nocivos à saúde não serem de efeito imediato, mas sim a longo prazo, após certo tempo de consumo. Em eventos sociais, é comum oferecerem destilados, bebidas que geralmente possuem o preço elevado e são consideradas de alto status social, dessa forma, torna-se difícil recusar a bebida, pois culturalmente é considerado falta de educação. O álcool também é considerado uma forma de lazer, por isso, há o enorme incentivo para que haja a ingestão de drinques nas festas a fim de alcançar o ápice do divertimento.
Na sequência, é necessário pontuar os riscos que o consumo de álcool em excesso pode trazer para a vida dos indivíduos. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3 milhões de mortes por ano são causadas pelo uso nocivo de bebidas alcóolicas, além de causar morte a ingestão excessiva dessa substância também pode causar: doenças no fígado, como a cirrose, gastrite, hipertensão, desencadeamento de distúrbios emocionais, como a depressão, e até mesmo etilismo, que é a dependência do álcool. Nas convivências sociais, a pessoa que abusa das bebidas e se torna dependente pode se tornar violenta com os seres ao seu redor, ter um baixo desempenho na vida profissional devido a dificuldade para se concentrar e até mesmo problemas financeiros causados pela grande quantidade de dinheiro gasta em álcool.
Destarte, o Ministério da Saúde deve realizar monitoramentos e vigilâncias relacionadas ao consumo de álcool em bares e restaurantes, para que as pessoas não consumam em excesso. Os órgãos públicos podem aplicar medidas que limitem os locais onde possam existir pontos de venda de bebidas, como leis de zoneamento urbano ou estabelecer um sistema de licença para a venda de álcool. Por fim, escolas podem oferecer um projeto educacional falando sobre os danos que o abuso de álcool pode causar, para que desde a pré-adolescência os indivíduos possam ter conhecimento dos riscos e não normalizarem o uso excessivo de bebidas alcóolicas.