O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 26/10/2020
Os canais de comunicações tendem a idealizar o consumo de álcool, o que é comprovado pelas inúmeras propagandas de cerveja nas televisões e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas nos filmes,nesse sentido, essa idealização é uma representação da sociedade brasileira, que abusa do álcool. Diante disso, esse cenário contemporâneo gera não só o aumento da violência, como também traz problemas para a economia do país.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que as bebidas alcoólicas estão altamente ligada a violência, uma vez que o indivíduo perde o medo quando está embriagado. Diante do contexto, segundo a Universidade Federal de São Paulo (USP), 55% das mortes ocorrida na capital paulista está associada ao consumo de álcool. Nessa perspectiva, segundo o sociólogo Caio Prado Júnior, é preciso lançar olhos ao Brasil Colonial para se entender o Contemporâneo. Em um passado em que a cachaça foi fundamental para a economia do Brasil Colonial, enraizou-se na população brasileira que o consumo de álcool é algo natural, o que fez com que a contemporaneidade seja marcada por uma sociedade altamente ‘’embriagada’’, e que pratica violência física, verbal e no trânsito devido a esse abuso de álcool.
Além disso, o excesso de bebidas alcoólicas é prejudicial para a economia do país. Nesse sentido, segundo o site Estado de Minas, o Brasil perde 7,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em decorrência de problemas relacionados ao álcool. Exemplo claro dessa realidade é os inúmeros acidentes de trânsito provocados por motoristas bêbados, que tiram que tiram a vida de milhares de brasileiros em plena idade produtiva, e passam por tratamentos caríssimos bancados com recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS).
São necessárias,portanto, medidas e ações para mudar esse cenário atual. O Ministério da Saúde deve incentivar os indivíduos a beberem menos, por meio da proibição de propagandas televisivas que influenciem os cidadãos a consumirem álcool, com o objetivo de erradicar a idealização desse ato, e, assim, criar uma nação menos ligada a esse produto, o que resultará em país menos violento.