O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 22/11/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o que se observa é que em pleno século XXI, anos após a criação da Lei Seca, ainda é possível identificar cidadãos que abusam do consumo do álcool. Hodiernamente, o uso abusivo do álcool impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios seja encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

Precipuamente, é notório que a educação é o fator principal de um país. Todavia, ocupando a nona posição na economia, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e a realidade de tal contraste é claramente refletido na atual organização social que possui suas bases centradas no abuso do consumo de álcool. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil está entre os países que mais consome bebidas alcoólicas na américa latina , e 15% da população brasileira exaure bebidas alcoólicas de modo abusivo, sendo na sua maioria pretos e pardos.

Faz-se mister, ainda, salientar a negligência do Estado como impulsionadora da problemática. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, econômicas e políticas são características da " Modernidade líquida" vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é fulcral analisar na pós-modernidade que o Estado brasileiro nunca formulou políticas efetivas para ocasionar a diminuição do consumo do álcool no Brasil. Contanto, desde o século XVIII, O Brasil estimulava o consumo do álcool, principalmente, com a Revolta da Cachaça e o Tratado de Methuen, que estimulavam a produção de rum (cachaça) e a compra de vinho da metrópole portuguesa, para o consumo dos escravizados que moravam na colônia, o que justifica o grande consumo histórico de bebidas alcoólicas por negros e pardos.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Portanto, algo precisa ser feito a fim  de solucionar a questão. Logo, o Estado por meio do Ministério da Saúde, deve instituir um fundo de combate ao alcoolismo , promovendo em conjunto com as secretarias municipais de saúde a inserção de tratamentos e protocolos de atendimento, com o auxílio de psicólogos e profissionais da saúde , aptos para tal feito. Nesse sentido, o fito de tal ação é minimizar o alto índice de consumo de álcool no Brasil. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o pensador , " Na mudança do presente a gente molda o futuro".