O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 25/11/2020

Na mitologia greco-romana, o álcool fazia-se protagonista em âmbitos sociais, medicinais e religiosos, além de ser sinônimo de festa e fartura. Contudo, o estado de embriaguez excessiva não era tolerado pelos gregos, e o governo aplicava severas censuras com o fito de evitá-lo. Concomitantemente, fora da ficção, é possível salientar o exacerbado espaço que as bebidas alcoólicas possuem em diversas camadas da sociedade brasileira, uma vez que, seu uso indevido configura um grave impasse de cunho social e sanitário, que anseia por medidas preventivas e reabilitativas eficazes na luta contra o abuso e a dependência dessa droga.

Primeiramente, é possível salientar as principais causas relacionadas ao abuso do álcool, bem como os empecilhos atrelados à redução do seu consumo no Brasil. Analogamente, segundo o psiquiatra suíço, Carl Gustav, toda forma de vício é ruim, não importa qual seja. Dessa maneira, destaca-se a preocupação social perante a inserção cada vez mais precoce de jovens ao alcoolismo, de modo a propiciar o surgimento de gerações sequeladas pela bebida. Em seguida, infere-se também, a presença de fatores genéticos (predisposição), psicológicos e até sociais que induzem o consumo desenfreado.

Além disso, os usuários tendem a apresentar retrocessos sociais e agravamentos na saúde, por consequência da ingestão excessiva. Assim sendo, verifica-se entre os dependentes, sinais de agressividade e violência, de modo a acentuar impactos sociais, bem como doenças hepáticas, câncer e distúrbios nervosos. Prova disso, se dá com a irrefutabilidade dos dados fornecidos pela OMS, em que cerca de 18% das agressões no Brasil são causadas pelo alcoolismo e aproximadamente 3,3 milhões de pessoas no mundo morrem anualmente em decorrência do mesmo.

Em suma, o uso abusivo do álcool no território brasileiro deve ser encarado de forma prioritária  pelas autoridades e instituições familiares, bem como as de ensino. Logo, medidas que previnam o contato prematuro com as bebidas, devem ser o passo inicial para o combate da problemática. Portanto, as instituições escolares, por meio de palestras e aulas extracurriculares, devem promover debates acerca do estragos causados pelo extremo alcoolismo, assim como suas consequências a curto e longo prazo ( violência e doenças), com o auxílio de médicos e ex-dependentes. Ademais, as famílias também deverão acompanhar tais aulas, para que em conjunto, os primeiros sinais de vício possam ser percebidos e interceptados. Desse modo, espera-se com tais medidas, uma redução perceptível no número de jovens usuários, e consequentemente, a diminuição de adultos com problemas de saúde, a fim de manter o vislumbre alcoólico apenas nos mitos greco-romanos.