O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 24/11/2020
O Estado brasileiro corrobora para o envenenamento do jovem hoje e com isso promete um maior número de dependentes químicos para o futuro. Logo, a ingestão imatura dessa substância afeta direta e concretamente o corpo em formação. Sendo assim, a intoxicação provocada pelo álcool ultrapassa as barreiras biológicas e alcança negativamente a vida futura dos jovens brasileiros.
Nesse cenário, é possível notar que, apesar da lei proibir a compra de bebidas alcoólicas por jovens menores de 18 anos, eles não sentem dificuldades em consegui-las. No entanto, o Centro de Informação sobre Saúde e Álcool (CISA), em São Paulo, alerta para o aumento no número de dependentes devido ao consumo tanto excessivo quanto precoce. Ou seja, os governos ignoram um problema evitável em detrimento de sua onisciência covarde.
Além disso, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) garante que a toxidade do etanol existe em qualquer quantidade, sendo especialmente perigosa na adolescência. Por sua vez, o jovem em formação biológica, que segundo a Medicina só termina aos 21 anos, é mais vulnerável que os adultos, além de ter intensidades mais devastadoras também em meninas, já que o talhe costuma ser menos avantajado que o dos meninos. Isto é, as crianças são constantemente intoxicadas por substâncias de fácil acesso e extrema abundância, o que caracteriza um descaso de saúde pública e falhas na justiça brasileira.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde junto ao da Justiça restrinjam de forma rigorosa o acesso às bebidas alcoólicas por meio de leis que aumentem a idade mínima para consumo em 21 anos de idade. Somado a isso, é preciso que o Ministério da Cidadania promova eventos publicitários, direcionados aos jovens, que fomentem a conscientização dos malefícios do consumo prematuro dessa substância. Dessa forma, pode-se iniciar uma tentativa na diminuição do consumo pelos adolescentes e alerta para a sociedade futura.