O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 13/12/2020

Entende-se que o consumo de álcool remota da antiguidade e está relacionado à simbologias e atos ritualísticos. Nesse sentido, no Brasil colonial, camadas menos favorecidas, como os escravos, faziam o uso da aguardente, enquanto os abastados ingeriam líquidos alcoólicos considerados elitizados. Dessa forma, a análise dos efeitos negativos do alcoolismo na sociedade brasileira deve ser realizada, de modo a mitigar a problemática.

Em primeiro plano, salienta-se que a difusão, nos meios de comunicação, de bebidas com álcool impulsiona a economia, mas fomenta empecilhos sociais. A exemplo, a música entitulada “Duas das Cinco”, do cantor Criolo, faz críticas aos órgãos administrativos do país por não conseguirem coibir a propagação do alcoolismo, por intermédio da publicidade. Dessa forma, é evidente que os lucros originários dessa vertente são mais valorizados do que as problemáticas derivadas desse consumo. Assim, é perceptível o abandono do governo central da premissa contratualista, que estabelece que o Estado deve primar pelo bem do corpo cívico.

Outrossim, destaca-se que a ingestão de álcool incapacita o consumidor de realizar atividades básicas. Segundo o Ministério da Saúde, bebidas alcoólicas inibem o funcionamento inteiriço do cerébro. Por isso, é necessário que centros administrativos governamentais criem empecilhos para a compra e utilização desse tipo de líquido em sociedade, já que esses são problemáticos para a vida dos civis que os consome, os impossibilitando, por exemplo, de trabalhar e, por conseguinte, aprofunda desigualdades sociais.

Portanto, tornam-se nítidas as problemáticas advindas da ingestão de álcool. Sendo assim, é função do Estado, órgão articulador de melhorias na vivência dos civis, criar projetos instrutivos, por meio das escolas, que ensine, desde a infância, os problemas derivados do alcoolismo e suas atribuições negativos para o âmbito social, com o propósito de solucionar às adversidades pela conscientização.