O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 30/01/2021
No filme americano “28 dias”, retrata a vida de Gwen, uma escritora bem-sucedida de Nova York que enfrenta problemas com o alcolismo. Na trama, reflexões acerca da glamourização e as consequências do uso exorbitante de álcool podem ser relacionados à realidade brasileira, quando se trata de abuso de álcool na sociedade. Nesse sentido, é preciso entender suas causas e prováveis soluções.
A princípio, é possível perceber que essa circunstância se deve a questões estruturais. Segundo o filósofo Byung-Chul Han, em sua teoria Sociedade do Cansaço, exemplifica como a sociedade internalizou padrões sociais e se sobrecarregou, concentrando o cansaço em válvulas de escape como a bebida. Lamentavelmente, a ingestão descontrolada de álcool tem respaldo em uma indústria cultura que massificar esse hábito mas também, ganha espaço devido a conivência e negligência estatal ao assunto. Em vista disso, o seu consumo é intensicado e as consequências podem causar prejuízos individuais e coletivos.
Outrossim, vale ressaltar que essa situação é corroborada por fatores sociais. De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 3 milhões de pessoas morrem anualmente como resultado do excesso de bebidas, sendo que: 30% causadas por acidentes de trânsito e violência e 20% problemas cardiovasculares. Dessa forma, é evidente os malefícios causados em âmbito social, sendo passível o acontecimento de acidentes devido ao abuso, e no aspecto individual, causados pelos danos a longo prazo: hipertensão e cirrose. Dentro dessa lógica, nota-se que as consequências à saúde física no campo individual e social.
Torna-se evidente, portanto que medidas que vissem a redução do abuso de álcool na sociedade brasileira apresentam entraves que precisam ser revestidos. Logo, é necessário que a Secretaria de Cultura, em parceria com a mídia, realizar palestras e campanhas midiáticas, principalmente em ambientes universitários, com especialistas no assuntos e relatos de pessoas que enfrentam a doença, de modo a advertir os malefícios do uso deliberado de bebidas. Ademais, o Ministério da Saúde, em adição com ONG’s, desenvolver aplicativos de celular, alertando a quantidade de álcool aceitável para manter um corpo saudável a longo prazo, além de fornecer serviços gratuitos caso precisem utilizar carros, com intuito de evitar possíveis acidentes e reduzir futuros problemas de saúde. Com essa medidas, talvez, desafios enfrentados por Gwen estejam longe da realidade brasileira.