O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 15/03/2021
O uso do álcool é tão antigo quanto a civilização, e, por ser uma droga psicotrópica considerada lícita, seu uso tornou-se indiscriminado por grupos sociais de várias faixas etárias, gerando uma epidemia silenciosa de consumidores cada vez mais compulsivos e tornando um problema de saúde pública negligenciado pela sociedade brasileira.
A princípio, é importante ressaltar que os danos vão além da esfera individual. A Organização Mundial da Saúde (OMS), adverte que o álcool por ser uma substância psicoativa ela afeta o cérebro e a maioria dos órgãos do corpo. Ademais, grave estado de desistruturação familiar (violência urbana), custos sociais ao cofres públicos em segurança, acidentes de trânsito, e transtornos neuro-psiquiquiátricos são desordens coletivas causadas pelo uso imprudente dessa substância.
Tal entidade relata dados de que o álcool mata, todos os anos 3,3 milhões de pessoas no mundo representando 5,9 % das mortes, sendo 28% em acidentes de trânsito, 21% distúrbios digestivos(cirrose) , 19% de doenças cardiovasculares e transtornos mentais.
Somado a isso, foram registrados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, um aumento crescente no consumo de álcool nas faixas etárias de 15 a 19 anos, apontando o maior responsável por mortes de natureza acidental ou patológica.
Muitos adolescentes em fase de formação biológica e cognitiva alegam a busca pelo prazer e entretenimento, e essa baixa percepção faz com que não saibam diferenciar o uso recreativo, abusivo e compulsivo, gerando riscos de se tornarem dependentes químicos na vida adulta.
Os fatos, ilustram uma problemática de cunho social e governamental, logo, para minimizar os prejuízos mencionados, campanhas midiáticas devem ir além de um “beba com moderação”, em paralelo deverá mostrar as consequências danosas. Em adição o poder público deverá fiscalizar, punir e até coibir todas e quaisquer ações que sejam prejudiciais pelo uso concomitante do álcool.