O abuso de álcool na sociedade brasileira

Enviada em 27/07/2021

A fase ultrarromantica do romantismo, escola literária brasileira, marca a poesia, pela grande carga emocional, e os autores, pela vida boêmia e pelo amor ao álcool. Por analogia, ainda na sociedade brasileira do século XXI, o consumo de álcool continua descontrolado, visto que seus efeitos podem levar a morte, tal como ocorreu com os jovens poetas românticos: Alvares de Azevedo e Lord Byron. Nessa perspectiva, é necessário debater os fatores que impulsionam o consumo precoce de álcool e os seus impactos sociais.

Precipuamente, é lícito postular que há uma linha tênue entre o alcoolismo e a busca por aceitação. Partindo desse pressuposto, o livro “Capitães da Areia” de Jorge Amado, conta a história de crianças abandonadas, na cidade de salvador, que se envolveram com bebidas alcoólicas para serem respeitadas e inclusas pelos adultos. De forma símile, fora da ficção, o álcool também é usado como acessório entre os jovens para se socializarem e se sentirem inclusos a um grupo. Contudo, o que se iniciou por status social, posteriormente, pode desencadear um vício, devido ao uso periódico e de forma exagerada.

Outrossim, o alcoolismo é o principal responsável pela destruição de famílias e pelos comportamentos agressivos. Com efeito, documentários, como “Todos nós cinco milhões” e “O silêncio dos homens”, relacionam o alcoolismo com o abandono paternal e a violência doméstica. Ademais, após a proibição da venda de bebidas alcóolicas pelo Ministério Público, houve uma diminuição de 75% na violência nos estádios de futebol. Sob esse viés, depreende-se que indivíduos alcoolizados estão mais propensos a violência, logo, tal agressividade dentro de casa instiga os maus-tratos de crianças e mulheres.

Infere-se, portanto, que o combate ao consumo de álcool se faz urgente na sociedade brasileira. Desse modo, o Ministério da Saúde, em conjunto com a Câmera Legislativa, deve efetivar as leis que proíbem o consumo de álcool por menores de idade, mediante a criação de um meio de comunicação, como linha telefônica ou site municipal, que receba as denúncias e fiscalize festas de adolescentes e a distribuidora onde a bebida foi comprada. Dessarte, espera-se que os estabelecimentos que desrespeitam as normas estaduais sejam multados, assim, com a diminuição da venda de álcool, os jovens não terão mais acesso precoce às bebidas, interrompendo o ciclo de vício e de violência.