O abuso de álcool na sociedade brasileira
Enviada em 05/08/2021
“O mais escandaloso dos escândalos é o fato de nos habituarmos a eles.” A frase atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, é diretamente relacionada ao abuso de álcool na sociedade brasileira, já que essa problemática tem sido relativizada – a população trata como sendo comum, algo que é muito preocupante. Desse modo, é imprescindível a análise dos impactos sociais e físicos do uso abusivo desse entorpecente.
Inicialmente, o consumo de bebidas alcoólicas, geralmente, está associado à socialização. Desse modo, é importante considerar que, de acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, a sociedade possui um forte poder coercitivo sobre a consciência individual das pessoas. Nesse sentido, a falta de limites com relação ao uso de cervejas, vinhos ou destilados, normalmente, está associada com a persuasão de uns indivíduos sobre os outros e à necessidade de pertencimento a um grupo. No entanto, o abuso no consumo acarreta conflitos interpessoais, transtornos psicológicos e comportamentos violentos. Portanto, percebe-se que há a necessidade de se mudar essa realidade, no país.
Além disso, cabe ressaltar a ligação entre o álcool e os danos à saúde humana. Em vista disso, o portal de notícias G1, em uma de suas publicações, divulgou que 1 em cada 20 pessoas morrem em decorrência do consumo abusivo de bebidas alcoólicas. Sobre essa ótica, problemas como cirrose hepática, câncer de fígado e distúrbios mentais, são os maiores vilões na vida dos indivíduos que possuem dependência dessa substância. Dessa forma, evidencia - se a importância da prática da regulamentação como forma de combate à problemática.
Conclui-se, que a questão da imoderação alcoólica deve ser melhor tratada no Brasil. Para tal, é fundamental o papel da sociedade, em parceria com a profissionais da saúde, para fomentar o pensamento crítico do consumo por intermédio de debates, palestras e diálogos em casa. Concomitantemente, o Governo deve aumentar os impostos sobre a produção de bebidas para decrescer a produção em larga escala, além de veicular campanhas de conscientização, na TV e na internet, que informem a população sobre os transtornos na saúde. Assim, a sociedade poderá deixar de tratar como hábito, aquilo que é um escâncalo.